Região
Decreto regulamenta desvio de veículos em Candiota
por Jaqueline Muza
Devido ao bloqueio na BR-293, pelo Departamento Naciona de Infraestrutura de Trânsito (DNIT), vários bitrens, carretas e veículos de pequeno porte passaram a utilizar a estrada que liga a Trigolândia ao Seival, passando pela UTE Pampa Sul, para percorrer o trecho entre Hulha Negra e Candiota. Com isso, no final de semana, houve um congestionamento no local, pois dois bitrens ficaram atolados, deixando diversas carretas e cerca de 200 veículos parados, causando transtornos.
Em uma publicação no Facebook, o coordenador da Defesa Civil, Flávio Sanches, informou o ocorrido e salientou que os bitrens e carretas deveriam acessar a estrada do Passo do Neto, que tem melhores condições de tráfego para veículos pesados. Inclusive, relatou que a Prefeitura de Candiota fez uma operação de recuperação em trechos que tinham borrachudos, deixando a via em boas condições de receber veículos de carga.
Para melhorar a situação, o prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador, publicou um decreto regulamentando, temporariamente, o fluxo de veículos. Conforme o documento, os bitrens e rodotrens deverão trafegar pela estrada do Passo do Neto e os veículos leves, ambulâncias, ônibus e transportes coletivos deverão trafegar pela rota do Seival. O decreto permite que o transporte de matéria-prima essencial ao funcionamento regular das usinas, poderão excepcionalmente trafegar pela rota da Estrada do Seival, desde que comprovem o destino da carga.
De acordo com a publicação de Sanches, a estrada do Seival não está preparada para um tráfego tão intenso de veículos de carga, necessitando de manutenção que está sendo arcada pelo município.
O Departamento Nacional de Infraestrutura e Trânsito publicou, na quarta-feira, dia 4, a homologação da situação de emergência da BR-293, em decorrência da ruptura da estrada devido às chuvas intensas que atingiram a região entre os dias 23 e 24 de setembro. O JM buscou informações, por e-mail, sobre os próximos passos e quando vai iniciar a obra de revitalização do trecho, mas até o fechamento da edição o órgão não havia respondido aos questionamentos.

