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Escolas públicas e privadas de Bagé devem trocar sinais sonoros por musicais
por Jaqueline Muza
As escolas públicas e privadas de Bagé devem adequar os sinais sonoros por sinais musicais, beneficiando alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A nova regra ocorre após uma proposta dos vereadores Beatriz Souza, do PSB, e Lélio Lopes (Lelinho), do PT, entrar em vigor em dezembro de 2023. A legislação, que prevê multas para casos de descumprimento da determinação, estabelece prazo de 120 dias, contados a partir de 26 de dezembro, para adequação. Ou seja, até abril próximo, a novidade deve ser implementadas em todas as instituições de ensino.
Conforme informações da Secretaria Municipal de Educação e Formação Profissional, prevendo o tempo hábil de 120 dias para a adequação dos ambientes escolares, a pasta deve realizar a troca de sinais sonoros para sinais musicais. O setor de Educação Inclusiva/SMED comunicou que, ao dar início às atividades do ano letivo, tem por prioridade reunir-se com as equipes diretivas para providenciar mudanças necessárias que favorecerão os alunos com TEA.
Em nota, a SMED salienta que as escolas da rede municipal, atualmente, possuem alunos com TEA matriculados desde a Educação Infantil até o 9â° Ano.
A titular da 13ª Coordenadoria Regional de Educação, Miriele Rodrigues, por sua vez, salienta que, por ser uma lei municipal, e ainda haver tempo hábil, irá orientar as escolas a realizarem as modificações e, assim que forem retomadas as aulas, os novos sinais já deverão estar em funcionamento.
A diretora executiva do Colégio Auxiliadora, Helena Pereira, informa que o setor jurídico da escola ainda não informou nada a respeito da Lei. Contudo, salienta que hoje o sinal sonoro não interfere nas crianças com transtorno, mas será realizada a adaptação assim que forem autorizados.

