Cidade
Museu Dom Diogo de Souza celebra a história e a arte de Bagé com duas exposições
por Melissa Louçan
Neste sábado, 13 de julho, o Museu Dom Diogo de Souza, mantido pela Fundação Attila Taborda, será palco de duas exposições significativas que destacam a rica história e a vibrante produção artística de Bagé. As exposições têm curadoria da Gestão de Museus da Urcamp, a cargo de Carmen Barros e Maria Luiza Pêgas.
As exposições visam celebrar Tarcísio Taborda e o Grupo de Bagé, documentar e expor suas contribuições para a história e cultura locais, e promover um senso de identidade, preservação da memória e orgulho cultural.
Legado
A primeira exposição, "Tarcísio é Bagé", celebra o legado do pesquisador no dia em que ele completaria 96 anos. A homenagem faz parte da programação dos 213 anos de Bagé - data estabelecida pelo próprio Taborda. A abertura está marcada para às 11h, no Museu Dom Diogo de Souza.
Tarcísio Taborda foi uma figura central na preservação da história e cultura de Bagé. Ele fundou museus, publicou diversos trabalhos acadêmicos e foi reconhecido por sua contribuição à educação e cultura locais. Colegas, alunos e contemporâneos frequentemente destacam sua influência e dedicação à história regional.
A exposição contará com um vídeo sobre a vida e obra de Taborda. Através de depoimentos, citações e imagens, os visitantes poderão refletir sobre a importância da preservação da história e cultura, inspirados pelo trabalho de Taborda.
Ao longo de sua vida, Tarcísio Taborda recebeu diversas homenagens e prêmios, reconhecendo seu impacto cultural. A exposição pretende não apenas celebrar sua memória, mas também inspirar novas gerações a se interessarem pela história local.
Os "4"
Paralelamente, a Galeria do Complexo do Museu Dom Diogo de Souza, que atua como uma extensão do Museu da Gravura Brasileira (MGB), recebe obras do Grupo de Bagé do acervo do MGB - as obras em questão integraram exposições entre 2015 a 2024.
Este grupo, formado por artistas como Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti, Carlos Scliar e Glauco Rodrigues, teve um papel importante na atualização da arte sulina entre as décadas de 40 e 50.
As obras do Grupo de Bagé representam uma contribuição significativa para a democratização da arte brasileira. A exposição, que já está em cartaz, oferece uma oportunidade para os visitantes apreciarem o legado artístico desses importantes artistas.
Vale destacar que a Fundação Attila Taborda possui um dos maiores acervos dos quatro artistas, com mais de 300 salvaguardadas.
Sala de cinema
Ainda dentro das agendas, que integram a programação pelos 213 anos de Bagé, na segunda-feira, 15, acontecerá a inauguração da Sala de Cinema do Cenarte, que funciona junto ao Museu da Gravura Brasileira. A atividade será inaugurada com a exibição do filme “Arte da Diplomacia”, com direção de Zeca Brito, que também será o “padrinho” da sala. O ato está marcado para as 16h no Teatrinho da Urcamp, que recebeu melhorias, como o conserto do palco e instalação de ar-condicionado. Também conta agora com telão de quatro metros, projetor profissional, mesa de som Yamaha e sistema de som JBL. Tudo isso financiado com a Lei de Incentivo aos projetos culturais - Paulo Gustavo.

