Segurança
Mulher trans é esquartejada por adolescente em Bagé
por Rochele Barbosa
Um crime bárbaro chocou a comunidade bajeense na tarde desta sexta-feira, dia 30, em Bagé. Uma mulher trans, de 20 anos, foi estrangulada, esquartejada e teve seu corpo espalhado por diversos locais, pelo namorado, um adolescente de 16 anos, no bairro Tiaraju.
Segundo a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Carolina Terres, foi uma 'barbárie que a deixou muito abalada'. “Ele, um adolescente de 16 anos, ela, uma travesti de 20 anos, começaram a namorar há 10 dias. Eles se conheceram na internet, ela veio de Dom Pedrito para conhecer ele e ficou aqui na casa”, explicou.
A autoridade conta que ele descreveu, em depoimento, friamente, que na noite de quinta-feira, dia 29, ele quis sair com os “guris”, amigos dele, e ela não teria deixado. “Então eles começaram a brigar e ele pegou um fio e estrangulou ela. Uma vez que ele a estrangulou, decidiu, isso tudo contado por ele, esconder o corpo. Então, ele foi no vizinho, arrombou a casa e pegou um machado. Cortou as duas pernas, cortou na altura do joelho pra baixo, ficou só a parte da coxa. Depois cortou do cotovelo para baixo e botou em uma mala e largou em um matagal, na beira da BR-153, próximo ao Arco, no quilômetro 60”, destacou.
Na tarde de sexta, duas senhoras foram até a Delegacia, muito preocupadas, destacou a delegada. “Elas disseram que o parente delas, um adolescente, teria dito que matou a namorada e escondido o corpo. Com a denúncia, a gente foi verificar”, explicou.
Carolina conta que então encontrou as partes do corpo num lugar, na casa, outras partes na casa do vizinho. A equipe da Delegacia Especializada em Repressão ao Crime Organizado (Draco/Bagé) auxiliou nas buscas. “Fomos atrás dele, que estava em um vizinho, e foi apreendido. Ele falou friamente que a matou pelo motivo que ela não queria deixar ele sair. Ele deixou a cabeça dela e o tronco nos arredores da casa onde eles moravam. É um horror esse crime, ele falou tranquilamente sobre o fato”, contou.
A Promotoria Especializada na Infância e Juventude já está atendendo o caso, que é tratado como feminicídio. A investigação está a cargo da Deam/Bagé.

