Cidade
Para recuperar nosso Dia da Mulher
Por Mônica Palomino de los Santos, presidente da Fundação Attila Taborda (FAT)
por Redação JM
O “Dia da Mulher”, celebrado em 8 de março, é um momento de reconhecimento, respeito e valorização da força, da coragem e das conquistas femininas ao longo da história. A data tem origem nas lutas por melhores condições de trabalho, igualdade de direitos e participação social e política. Entretanto e, talvez, infelizmente, nossa posição nesta data não deva ser apenas celebrativa.
Na esteira das grandes conquistas femininas, determinados contextos históricos também revelaram uma grande resistência que tem origem no preconceito e se manifestam nos altos índices de violência contra a mulher. Enquanto nossas tão sofridas conquistas reservaram este ilustre momento para festejar, é impossível fazê-lo sem destacar os estarrecedores dados sobre feminicídio no país. Efeito ainda mais assustador quando percebemos que nosso amado estado do Rio Grande do Sul lidera os índices de execução de mulheres, pelo simples fato de serem mulheres.
Da mesma maneira como enfrentamos tão diversos desafios ao longo da história, nós mulheres saberemos sobrepujar a violência. Assim fizemos quando disseram que não podíamos votar. Agimos com perseverança, também, quando nossa força de trabalho era menosprezada, a ponto de ternos conquistado direito de vaga até nas forças armadas nacionais.
A igualdade de gênero demorou para chegar, mas veio e é assumida não como algo novo, mas como um poder que sempre esteve ali. Nos sentimos completas porque sabemos dimensionar o valor das emoções cristalizadas no olhar de uma mãe, no abraço de uma amizade e na assertividade de um comando equilibrado. Tudo isso descreve a alma de uma mulher.
E, por tudo isso, sabemos que vamos vencer juntos. Homens e mulheres, na convivência e no respeito temos um mundo melhor para construir.
{AD-READ-3}Feliz Dia das Mulheres.

