Cidade
Urcamp e Tribunal de Justiça inauguram Banco Vermelho
por Redação JM
Como resultado de uma parceria iniciada em 2025, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o curso de Direito e a Urcamp inauguraram oficialmente, na noite desta segunda-feira, 9, um dos maiores símbolos de conscientização a respeito da violência contra as mulheres. Colocado no saguão do campus central, em Bagé, o Banco Vermelho simboliza a luta das instituições contra a violência e o feminicídio que, mesmo ainda no início das contagens deste ano, alcança índices assustadores.
O descerramento oficial foi realizado pela presidente da Fundação Attila Taborda, professora Mônica Palomino de los Santos; pela juíza Paula Machado Abero Ferraz, que representou o TJRS; e pela coordenadora do curso de Direito da Urcamp, Lourdes Helena Martins. No mesmo ato, as lideranças locais do setor foram convidadas a participar, visando marcar o Dia Internacional da Mulher dentro das atividades da terceira semana de retorno às aulas.
Parceria que deve continuar
Representando o TJ-RS, a juíza da Vara de Execuções Criminais de Bagé e da 2ª Vara Criminal, Paula Machado Abero Ferraz, disse que o Banco Vermelho teve origem em 2016, na Itália, e tem a cor vermelha porque representa o sangue das mulheres que foram vítimas de violência. “Com o passar do tempo, esta mensagem chegou a outros países. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul foi um dos primeiros a encampar e colocar este projeto em prática”, antecipou a magistrada. “Então, eu fico muito feliz de ser bageense, de ter estudado na Urcamp e de ter tido a oportunidade de dar início a uma campanha tão significativa quanto esta”, concluiu.
{AD-READ-3}A coordenadora do curso de Direito da Urcamp destacou os primeiros passos do projeto, oriundos de pesquisas realizadas pela Urcamp e pela interação com o Tribunal de Justiça. Lourdes Helena Martins apontou que o banco foi acolhido em Bagé desde 30 de outubro de 2025, quando a Urcamp sediou a quinta reunião regional da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (CEVID). “E este trabalho não termina por aí. Vamos avançar nas propostas de pesquisa integradas ao TJRS na aplicação dos grupos reflexivos de violência de gênero. Este trabalho foca na reeducação de homens autores de violência doméstica para prevenir a reincidência. Baseados em técnicas de grupos operativos, atuam em mais de 42 comarcas gaúchas, abordando masculinidade, Lei Maria da Penha e desconstrução de comportamentos violentos”, explicou a coordenadora.
Já a presidente da FAT acredita que a Urcamp é uma instituição de ensino superior consciente de seu papel formador de profissionais de alta performance, mas que traz em seus valores a formação para a cidadania. “Somos um centro universitário, somos geradores de massa crítica e de agentes transformadores. Por isso, o Banco Vermelho e esta parceria com o TJRS nos dá a oportunidade de reforçar a luta por direitos, mas, sobretudo, pelo respeito às mulheres”, argumenta Mônica Palomino.

