Saúde
A medicina como aliada no enfrentamento à violência contra a mulher
por Viviane Becker
A medicina desempenha papel estratégico no combate à violência contra a mulher, identificando casos muitas vezes ocultos durante atendimentos rotineiros, especialmente na ginecologia e obstetrícia.
De acordo com a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul (SOGIRGS), o consultório é um espaço privilegiado para detecção precoce, graças à intimidade da relação médico-paciente.
Sinais físicos e clínicos que podem indicar agressão incluem:
- Hematomas em estágios variados, equimoses em face, pescoço, mamas, abdome ou coxas internas;
- Lesões sugestivas de violência, fraturas recorrentes;
- Lacerações vaginais/anais sem explicação coerente, ISTs repetidas, dor pélvica crônica sem causa orgânica ou gravidez não planejada em contexto de possível não consentimento.
Sintomas inespecíficos e comportamentais também chamam atenção: cefaleia persistente, insônia, problemas gastrointestinais funcionais, fibromialgia-like, ansiedade intensa, hipervigilância, evasão do contato visual, respostas controladas por acompanhante ou insistência do parceiro em ficar na consulta.
O feminicídio inicia com controle, isolamento e medo — reconhecer esses sinais precocemente é dever ético, técnico e social da medicina.
Canais de denúncia no Rio Grande do Sul
Emergência: 190 (Brigada Militar)
Denúncias: 181 (Polícia Civil)
Escuta Lilás (24h): 0800 541 0803
Boletim de Ocorrência ou Medida Protetiva: www.delegaciaonline.rs.gov.br ou delegacia mais próxima
Em Bagé faça denúncias pelo 53 984488868
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher que fica na Avenida Sete de setembro, 634.
Final de semana e feriados na DPPA -Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento na rua Barão do Triunfo, 1572
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