Cidade
Ato marca 250 anos da conquista do Forte Santa Tecla em Bagé
por Melissa Louçan
Um dos episódios mais decisivos para a formação de Bagé será lembrado no próximo dia 26 de março, quando o Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda (NPHTT) promove um ato junto às fundações do Sítio Histórico do Forte de Santa Tecla. A atividade marca os 250 anos da vitória luso-brasileira sobre a fortificação espanhola, considerada a base da ocupação definitiva da região.
O evento deve reunir autoridades e pesquisadores no próprio local onde, em 1776, tropas comandadas por Rafael Pinto Bandeira e Patrício Corrêa da Câmara encerraram, após 26 dias de cerco, o domínio espanhol na área. A conquista resultou na destruição da estrutura inimiga e na instalação da Guarda de São Sebastião, marco inicial da presença luso-brasileira no território que mais tarde daria origem ao município.
Construído entre 1773 e 1776 por ordem do governador de Buenos Aires, Dom Vértiz y Salcedo, o Forte de Santa Tecla era um ponto estratégico para os interesses espanhóis no sul do continente, ligado à estância jesuítica de São Miguel. A disputa pelo controle da região se intensificou após tratados territoriais entre as coroas ibéricas, culminando na chamada Guerra da Restauração do Rio Grande do Sul.
Segundo o presidente do núcleo, Jaime Barbosa Viviam, a data tem um peso simbólico para a história local. “O dia 26 de março é uma data muito importante na história de Bagé, que marca a conquista definitiva do Forte de Santa Tecla. A partir disso, podemos dizer que é a gênese da presença luso-brasileira na nossa região”, afirma.
Além do resgate histórico, o ato também servirá como lançamento oficial do 8º Encontro Municipal de História, que neste ano terá como tema “250 anos da conquista do Forte de Santa Tecla”. Tradicional na programação de aniversário de Bagé, o encontro reúne palestrantes e pesquisadores em formato de seminário, promovendo o debate e a valorização da memória local. “É um evento modesto, mas de importância ímpar para a nossa história”, resume Viviam.
A iniciativa é do Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda, entidade com mais de 30 anos de atuação, em parceria com o Arquivo Público Municipal de Bagé e apoio de instituições como a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, Urcamp, IFSul, Unipampa e o CTG 93.

