Minuano Conecta
Minuano Conecta e as pontes entre Bagé e seus mundos
por Redação JM
O jornalismo local vive um tempo de reinvenção. Em meio à avalanche informativa em que vivemos, são os vínculos de pertencimento, aqueles que ligam o leitor ao seu território, à sua gente e às suas narrativas, que reafirmam o valor insubstituível da imprensa regional. É nesse contexto que nasce o Minuano Conecta, novo caderno do Jornal Minuano, que não apenas celebra uma trajetória de 32 anos, mas projeta caminhos futuros.
Mais do que um suplemento, o Minuano Conecta se apresenta como um gesto editorial que reconhece a memória como ativo fundamental, evocando marcas que ajudaram a construir identidade ao longo das décadas, como Ellas, Cultura e Máquinas & Motores, que retornam às páginas do jornal em outro formato. Ao resgatar esse espírito, o novo caderno não se limita à nostalgia; ele a transforma em ferramenta de leitura do presente. Afinal, compreender Bagé e sua região hoje exige dialogar com aquilo que moldou seu imaginário coletivo.
A proposta é conectar temas, pessoas, territórios e perspectivas. Há, nesse conceito, uma compreensão contemporânea do papel do jornalismo, menos centrado na simples transmissão de informações e mais comprometido com a mediação de sentidos. O olhar bajeense, construído ao longo de três décadas de história do Minuano, não é estático; ele se expande, se desloca e se reinventa. O novo caderno nasce justamente para acompanhar esse movimento.
Embora ancorado em uma região bem definida, que abrange, conforme o recorte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as cidades de Aceguá, Candiota e Hulha Negra, profundamente integradas a Bagé em áreas como saúde e educação, configurando um arranjo populacional específico, o Minuano Conecta não se limita a essa fronteira geográfica. Seu horizonte é mais amplo, preconizando aproximar o leitor dos “outros pagos”, estabelecendo pontes culturais, sociais e econômicas que ampliem repertórios e reforcem identidades. Em tempos de fragmentação, conectar é também um ato político no sentido mais nobre do termo: o de fortalecer comunidades.
Outro aspecto que merece destaque é o capital humano envolvido na iniciativa. O caderno reúne jornalistas experientes, com mais de uma década de atuação no próprio Minuano, como Viviane Becker, Sidimar Rostan, Melissa Louçan e Jaqueline Muza, ao lado de nomes que agregam perspectivas especializadas, como Rochele Barbosa e Yuri Cougo Dias. A produção conta com layout do jornalista Mário Pereira e a atuação da publicitária Adriana Robaina na comercialização e Rodrigo Kluwe na diagramação. Soma-se a isso a chegada de novos nomes, como Érica Alvarenga e Márlon Posqui, sinalizando uma renovação que não rompe com a tradição, mas a atualiza. Essa combinação entre experiência e novidade é, em si, um reflexo da proposta editorial: conectar tempos, olhares e linguagens.
A periodicidade (semanal, aos sábados, três vezes por mês) também revela uma estratégia cuidadosa. Não se trata de disputar a urgência do noticiário diário, mas de oferecer um conteúdo que convida à leitura mais atenta, reflexiva, quase ritualística. O sábado, aqui, não representa apenas um dia de circulação; é um espaço simbólico de pausa, onde o leitor pode se permitir mergulhar em narrativas mais densas e significativas.
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Boa leitura!

