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Cidade

Jornada Animal propõe debate sobre políticas públicas da causa na região

Seminário regional em Bagé busca enfrentar desafios comuns entre as cidades da região

Em 21/04/2026 às 08:24h
Érica Alvarenga

por Érica Alvarenga

Jornada Animal propõe debate sobre políticas públicas da causa na região | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Beatriz destaca que o principal objetivo do seminário é fortalecer a causa animal em Bagé e em toda a região sul. / Foto: Anderson Coka

Com o objetivo de transformar debates em ações concretas, a II Jornada Animal será realizada nesta quarta-feira, 22, a partir das 13h30, na Câmara de Vereadores de Bagé. O evento reúne protetores, lideranças regionais, autoridades locais e representantes do Congresso Nacional para discutir caminhos efetivos para o fortalecimento da causa animal no município e na região sul.

A iniciativa, liderada pela presidente da câmara e vereadora Beatriz Souza, do PSB, busca ampliar o acesso à informação e orientar principalmente protetores independentes e gestores públicos sobre mecanismos que ainda são pouco explorados, como o acesso a emendas parlamentares.

Beatriz destaca que o principal objetivo do seminário é fortalecer a causa animal em Bagé e em toda a região sul. “Nesta edição, estamos dando um passo muito importante ao orientar protetores e representantes de outros municípios sobre como acessar recursos, especialmente as emendas parlamentares, que muitas vezes existem, mas não chegam por falta de informação”, destaca.

Além da pauta financeira, o evento também propõe um olhar para a qualificação dos protetores, que atuam diretamente na linha de frente do cuidado com os animais. “Sabemos que muitos enfrentam dificuldades diárias: financeiras, estruturais e até por falta de orientação. A Jornada vem para apoiar, organizar e fortalecer esse trabalho que é essencial”, afirma.

Surge uma articulação regional

A segunda edição da Jornada não surge de forma isolada. Segundo a presidente, o evento é resultado de uma mobilização regional construída por meio do movimento “Sul pelos Animais”, que reúne municípios como Candiota, Lavras do Sul, Caçapava do Sul, Hulha Negra, Bagé, Aceguá, Tapes, Pinheiro Machado, Dom Pedrito, Alegrete e Herval.

A proposta é justamente reconhecer que os desafios enfrentados não são exclusivos de uma cidade, mas fazem parte de uma realidade comum na região. A presidente explica que, o que Bagé vive hoje na causa animal não é uma realidade isolada, os municípios que participam do movimento enfrentam desafios semelhantes diariamente. “Aumento de animais em situação de rua, sobrecarga dos protetores e limitações nas políticas públicas. Por isso, essa Jornada tem um caráter regional, é um espaço de união para construção de soluções conjuntas”, esclarece.

Entre os principais entraves apontados está a ausência de políticas públicas permanentes. Apesar da existência de ações pontuais, a avaliação é de que elas ainda não conseguem acompanhar a demanda crescente. “Precisamos avançar para políticas estruturadas, com planejamento e continuidade”, pontua.

Legislação e fiscalização

A aplicação das leis de proteção animal também será um ponto central do debate. Embora a legislação contra maus-tratos exista, a efetividade ainda esbarra em limitações práticas. “Ainda enfrentamos dificuldades na aplicação. Falta estrutura de fiscalização e, muitas vezes, informação para a população” ressalta Beatriz.

A presidente também chama a atenção para a necessidade de ampliar a compreensão sobre o que configura maus-tratos. “É importante reforçar que maus-tratos não é só agressão física. Abandono, negligência e falta de cuidados também são crimes, e isso ainda precisa ser mais debatido”, completa.

Aproximação com o Congresso e acesso a recursos

A presença de representantes do Congresso Nacional é considerada estratégica para aproximar os municípios das possibilidades reais de investimento na causa animal. “Vamos tratar de forma prática como funcionam as emendas parlamentares e como elas podem chegar aos municípios, às entidades e à causa animal”, explica.  

A expectativa, segundo ela, é que o evento ajude a abrir caminhos para novos recursos e fortaleça financeiramente as iniciativas já existentes.

Protetores no centro do debate

A Jornada também se propõe a dar visibilidade e reconhecimento ao trabalho dos protetores independentes, considerados essenciais na estrutura da causa animal. Segundo Beatriz, os protetores independentes são a base – eles que estão na linha de frente todos os dias, muitas vezes com recursos próprios. “Mas é importante ressaltar que eles não podem continuar sozinhos. Precisam de apoio, orientação e políticas públicas”, enfatiza.

De acordo com a presidente, a própria realização da segunda edição do evento só foi possível graças à mobilização desses grupos em diferentes municípios. “O Sul pelos Animais mostra que, quando a gente se une, a causa ganha força e começa a se transformar, de fato, em política pública”, conclui.

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