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Comércio espera aumento nas vendas para o Dia das Mães apesar da alta nos preços dos presentes
por Melissa Louçan
Considerada a segunda melhor data do ano para o varejo, atrás apenas do Natal, o Dia das Mães deve movimentar o comércio de Bagé neste fim de semana. A expectativa dos lojistas é positiva e a aposta é de crescimento nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Para atender à demanda, muitas lojas ampliaram o horário de funcionamento ao longo da semana e também abriram no fim de semana passado, inclusive no domingo.
O presidente do Sindilojas Bagé, Nerildo Lacerda, destaca que o setor está otimista com a data comemorativa. “Todos estão com uma expectativa boa, porque o Dia das Mães é o segundo melhor dia de vendas do ano. Todos esperam ultrapassar as vendas do ano passado”, afirma. Ele ressalta, porém, que alguns empresários mantêm cautela devido ao movimento considerado mais fraco nas últimas semanas: “Alguns um pouco mais acanhados porque o movimento ainda está fraco, mas a expectativa de todos é muito boa”.
A projeção nacional também aponta crescimento. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Dia das Mães de 2026 deve movimentar R$ 14,47 bilhões no varejo brasileiro, representando avanço de 1,5% em relação ao ano passado. Apesar do resultado positivo, a entidade avalia que fatores como juros elevados, alto endividamento das famílias e incertezas econômicas internacionais ainda limitam um crescimento maior nas vendas.
Os presentes tradicionais da data ficaram, em média, 4,5% mais caros em comparação com 2025. Mesmo assim, os segmentos de vestuário, calçados, acessórios, perfumarias, cosméticos e farmácias seguem liderando a preferência dos consumidores e devem concentrar mais da metade do faturamento nacional, com previsão de R$ 8,94 bilhões em vendas.
A CNC também projeta a contratação de mais de 25 mil trabalhadores temporários em todo o país para reforçar o atendimento durante o período. Já setores mais dependentes de financiamento, como móveis, eletrodomésticos e informática, devem registrar retração nas vendas devido às taxas de juros elevadas e ao aumento da inadimplência.

