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Saúde

Baixa testosterona no homem: quando investigar e quando tratar?

Em 01/05/2026 às 11:10h
Viviane Becker

por Viviane Becker

Baixa testosterona no homem: quando investigar e quando tratar? | Saúde | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
 Dr. Sergio Henriques: estresse, falta de sono, obesidade, diabetes e uso de medicamentos podem confundir os sintomas

Nos últimos anos, tem aumentado bastante o interesse pela chamada “baixa testosterona”, popularmente conhecida como “andropausa”. De acordo com o médico urologista Dr. Sérgio Henriques, embora o termo não seja o mais preciso — porque a queda não é uma interrupção abrupta como na menopausa feminina, ele reflete a realidade: a partir dos 40 anos, os níveis de testosterona no homem diminuem gradualmente, em média 1% ao ano.

Dr Sérgio comenta que a testosterona é essencial para libido, energia, massa muscular, densidade óssea e até produção de glóbulos vermelhos. Quando a queda se torna mais acentuada, pode surgir a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), também chamada de hipogonadismo tardio.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a reposição hormonal masculina só deve ser feita com indicação médica precisa.  

 

Como a SBU orienta o diagnóstico?

O médico orienta que o diagnóstico de DAEM deve ser baseado em dois pilares ao mesmo tempo:

1.  Sintomas clínicos compatíveis — como diminuição da libido, disfunção erétil, redução das ereções matinais, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal, fadiga persistente, osteoporose ou anemia sem outra causa óbvia.

2.  Níveis baixos de testosterona confirmados em exames de sangue, preferencialmente colhidos pela manhã (em jejum) e, idealmente, repetidos para confirmar.

 

Henriques menciona que não se deve repor testosterona se os níveis estiverem normais, mesmo que o homem apresente sintoma. Outros fatores  como estresse, falta de sono, obesidade, diabetes, medicamentos podem causar queixas parecidas.

 

Quando vale a pena investigar

Além dos sintomas clássicos, vale avaliar a testosterona em homens com:

•  Diabetes tipo 2

•  Osteopenia ou osteoporose

•  Anemia sem causa aparente

•  Uso prolongado de corticoides ou opioides

 

Indicação de tratamento

Quando a DAEM é confirmada através de sintomas e níveis baixos, o médico explica que a reposição de testosterona pode trazer benefícios reais. “A melhora da função sexual, ganho de massa muscular, redução da gordura corporal, correção de anemia e melhor densidade óssea”, defende.  A SBU ressalta que, nesses casos, o tratamento é considerado seguro e melhora significativamente a qualidade de vida.

No Brasil, as formas mais usadas incluem injeções intramusculares (de curta ou longa duração) e gel transdérmico. A escolha depende do perfil de cada paciente.

 

 

Cuidados e riscos importantes

A reposição não é isenta de riscos e exige acompanhamento regular com urologista:

•  Pode causar aumento do hematócrito (sangue mais “espesso”), elevando o risco de trombose.

•  Reduz a produção de espermatozoides, podendo levar à infertilidade (às vezes temporária, mas em alguns casos mais prolongada).

•  Por isso, homens que ainda desejam ter filhos devem evitar o tratamento ou discutir alternativas que estimulem a produção própria de testosterona.

 

 

 

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