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Saúde

Cirurgia robótica amplia opções no tratamento do câncer de próstata

Em 03/06/2026 às 14:55h

por Redação JM

Cirurgia robótica amplia opções no tratamento do câncer de próstata | Saúde | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Divulgação

Sérgio Henriques - Médico urologista 

 

 

Como urologista, tenho visto de perto como a cirurgia robótica vem mudando o tratamento do câncer de próstata e trazendo novas possibilidades para os pacientes.
Essa técnica, conhecida como prostatectomia radical assistida por robô, utiliza equipamentos de alta precisão, como o sistema Da Vinci e o mais recente Toumai. Com pequenas incisões e uma visão ampliada em três dimensões, conseguimos realizar movimentos muito delicados, o que torna o procedimento mais preciso.
Na prática, o que isso significa para o paciente? Em geral, menos sangramento, recuperação mais rápida e, em muitos casos, melhores chances de preservar o controle urinário e a função sexual. São aspectos que fazem bastante diferença no dia a dia após o tratamento.
Outro ponto importante é que toda a fase inicial — exames como PSA, toque retal, ressonância e biópsia — pode ser feita aqui mesmo. Quando há indicação de cirurgia robótica, o paciente é encaminhado para centros com experiência nesse tipo de procedimento.
Os estudos mostram que, no controle do câncer, os resultados são semelhantes aos da cirurgia tradicional. A principal diferença está na recuperação, que costuma ser mais rápida e com menor tempo de internação. Ainda assim, é fundamental lembrar: a tecnologia ajuda, mas o resultado depende muito da equipe e das características de cada paciente.

Diagnóstico precoce faz diferença

A recomendação é que homens a partir dos 50 anos conversem com seu urologista sobre a necessidade de avaliação, mesmo sem sintomas. Para aqueles com maior risco, como histórico familiar ou outros fatores, essa conversa deve começar antes.
Quando o câncer de próstata é descoberto no início, as chances de cura são altas e o impacto do tratamento tende a ser menor.
Diante de um diagnóstico, o mais importante é buscar orientação adequada. Nem todos os casos exigem cirurgia — existem diferentes abordagens, e a melhor escolha deve ser feita de forma individualizada.
A cirurgia robótica é mais uma ferramenta disponível, que pode ajudar a combinar bons resultados no tratamento com uma recuperação mais tranquila.

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