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Segurança

Júri condena réu a 8 anos e 8 meses por tentativa de homicídio

Em 12/06/2026 às 14:54h
Rochele Barbosa

por Rochele Barbosa

Júri condena réu a 8 anos e 8 meses por tentativa de homicídio | Segurança | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Réu de vermelho alegou legítima defesa - Foto: Rochele Barbosa

O Tribunal do Júri da Comarca de Bagé condenou, nesta quinta-feira (11), Wítor Lacerda Jacinto, conhecido como "Vitinho", a oito anos e oito meses de prisão em regime fechado pela tentativa de homicídio contra Dérik Serpa Soares, crime ocorrido em setembro de 2024, no bairro São Jorge. O réu não poderá recorrer da sentença em liberdade.

O julgamento analisou a participação de Wítor e de Fábio Pacheco Espinosa, que também havia sido denunciado pelo Ministério Público, mas morreu antes da realização do júri. Conforme a denúncia, os dois teriam atraído a vítima até a Avenida Marechal Floriano, nas proximidades do Residencial Geunoas, sob o pretexto de praticar um furto de ovelhas. No local, Dérik foi atingido por diversos disparos de arma de fogo e sobreviveu após receber atendimento médico de urgência e passar por cirurgia.

O laudo pericial apontou que a vítima sofreu ferimentos em diferentes partes do corpo, incluindo tórax, ombro, mão e região inguinal, sendo atingida por quatro disparos de arma de fogo.

Durante o julgamento, um dos pontos centrais debatidos pelas partes foi a autoria dos disparos. Em plenário, Dérik relatou que quem teria efetuado os tiros foi Fábio Pacheco Espinosa. Entretanto, foi lembrado que, na fase inicial da investigação e em audiência anterior, a própria vítima havia apontado Wítor como o autor dos disparos. Ao justificar as divergências, Dérik afirmou que estava sob efeito de álcool e drogas quando prestou algumas das declarações anteriores.

Também foram ouvidos um policial militar e um policial civil que participaram das investigações. Ambos afirmaram que, quando a vítima foi localizada e atendida após o crime, ela relatou que Wítor havia sido o responsável pelos disparos. Os agentes ainda disseram que Dérik não estava armado na ocasião dos fatos. Durante os depoimentos, foi mencionado que a vítima já respondeu a processo relacionado a outro homicídio e que seria usuária de drogas.

Em seu interrogatório, Wítor negou ter praticado uma execução e sustentou que agiu em legítima defesa. Segundo sua versão, Dérik teria o convidado para praticar um furto naquela noite. Ao chegar ao local, porém, ele teria desistido da ação após perceber movimentação e luzes na propriedade. O réu relatou que os dois iniciaram uma discussão e que a vítima teria sacado uma arma e apontado em sua direção.

Ainda conforme o depoimento de Wítor, ele conseguiu tomar a arma de Dérik e fugiu correndo. Disse que, durante a fuga, passou a efetuar disparos para trás porque estaria sendo perseguido e agredido pela vítima. O acusado afirmou que não chegou a verificar se havia atingido alguém e que apenas correu do local. Posteriormente, teria descartado a arma em uma área de matagal e tomado conhecimento das consequências do episódio apenas pela internet.

A acusação sustentou que o crime foi uma tentativa de homicídio qualificado, destacando que a vítima foi atraída ao local mediante dissimulação e surpreendida pelos autores. A denúncia do Ministério Público apontou ainda que o ataque teria relação com desavenças ligadas a práticas criminosas anteriores e que Dérik foi socorrido somente graças ao atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pela equipe médica do Hospital de Pronto Socorro da Santa Casa de Caridade.

Após a análise das provas e dos depoimentos apresentados em plenário, os jurados reconheceram a responsabilidade de Wítor Lacerda Jacinto pelo crime, resultando na condenação a oito anos e oito meses de reclusão em regime fechado.


 


 


 

 

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