Saúde
Quando a bebida do final de semana passou a ser um perigo
Por Vanderlei Simões - Psicólogo Clínico que atende na Clinipampa
por Viviane Becker
Vanderlei Simões
Psicólogo Clínico que atende na Clinipampa
Esp. Teoria e Técnica Psicanalítica
Formação em Psicanálise
Muito se discute sobre o consumo de bebidas alcoólicas nos dias de hoje, o primeiro registro de produção intencional de álcool no mundo data de aproximadamente 7000 a.C. Encontrado por arqueólogos na antiga aldeia de Jiahu na China, eles produziam vinho a partir da fermentação do arroz, ervas e mel, e existem registros semelhantes de produção de outras bebidas alcoólicas com diversos ingredientes no mundo todo.
Esse e outros dados nos permitem compreender que o álcool sempre foi consumido em diferentes civilizações seja como parte de uma cerimônia religiosa ou rito de passagem, como para se aquecer no inverno, brindar uma conquista ou a chegada de uma estação.
Contudo há uma mudança de paradigma ao longo dos anos, hoje o consumo de bebidas alcoólicas é algo muito comum, naturalmente muitas pessoas saem de seus trabalhos e se dirigem a bares ou supermercados para aquirir bebidas de sua preferência. Só que no passado segundo historiadores o álcool foi produzido e pensado para momentos específicos. Quando algo que era consumido em momentos celetos se torna banal, abrisse uma porta para a dependência e demais problemas de saúde gerados pelo excesso de consumo.
Hoje segundo reportagem da TV Cultura, o álcool está relacionado a mais de 100 mil mortes por ano no Brasil e o glossário de saúde do hospital Albert Einstein de São Paulo, lista o alcoolismo como uma das doenças mais frequentes na população brasileira e refere como fatores de risco a predisposição genética para a dependência, além de aspectos emocionais, sociais e culturais, como ansiedade, angústia, insegurança e fácil acesso ao produto.
Para todos aqueles que estão preocupados com o consumo exagerado de álcool ou alguma outra substância, não se julgue, procure conversar com amigos ou familiares o envolvimento com pessoas de sua confiança nesse processo é fundamental e não deixe de procurar um profissional da área de saúde mental o aconselhamento individual contribuem para a manutenção da abstinência e a mudança de comportamento, o reestabelecimento da sua saúde é algo que fará toda a diferença.

