Cidade
Família faz apelo para encontrar Pandora, desaparecida há mais de três semanas
por Érica Alvarenga
Há mais de três semanas, as rotinas de Alice Sá Costa Netto e de sua família mudaram completamente. Desde o desaparecimento da cadela Pandora, ocorrido na tarde de 15 de junho, por volta das 16h15, na rua Santa Cândida, nas proximidades da GP Pneus e da rodoviária de Bagé, a família vive dias de angústia e mobilização na esperança de reencontrar o animal.
Segundo a tutora, Pandora estava com o namorado dela, Anderson, que havia estacionado o carro e a deixado dentro enquanto resolvia um compromisso. O veículo permaneceu parado por cerca de 15 a 20 minutos, com os vidros parcialmente abertos para a circulação de ar. Quando Anderson retornou, Pandora já não estava mais dentro do automóvel. "O restante permaneceu intacto. Não mexeram em nada, pegaram somente ela", relata Alice.
Logo após perceberem o desaparecimento, Alice e Anderson iniciaram buscas pela região. Eles percorreram as ruas próximas, conversaram com moradores e buscaram imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos localizados nas imediações. No entanto, a tentativa não trouxe respostas.
Segundo Alice, a câmera da igreja próxima estava inoperante, as imagens da GP Pneus não registravam o local onde o veículo estava estacionado e outros estabelecimentos, como uma academia e um pub da região, também não forneceram registros que permitissem identificar o que aconteceu. A única gravação obtida foi de uma vidraçaria próxima, mas as imagens não mostram os acessos da rua onde o carro estava.
Sem registros conclusivos, a família acredita que Pandora possa ter sido levada por alguém que a escondeu em uma mochila, sacola ou até mesmo sob um casaco, devido ao pequeno porte da cadela. "Nós não temos nenhuma pista concreta. Não sabemos quem pegou, para onde foi e nem porque fizeram isso", afirma.
Mesmo após ampla divulgação nas redes sociais, distribuição de cartazes e a oferta de recompensa, nenhuma informação levou ao reencontro de Pandora.
Para Alice, a maior dificuldade é conviver com a incerteza. "O pior é não saber. A gente não sabe se ela está sendo bem tratada, se está recebendo comida, água ou carinho. Ela era o xodó da casa."
Além do forte vínculo afetivo, a preocupação da família também envolve a saúde de Pandora. A cadela, que completará um ano no dia 3 de agosto, possui um problema cardíaco e faz uso de medicamentos preventivos. Em março, ela foi diagnosticada com pancreatite após apresentar episódios de vômito e fezes com sangue, iniciando um tratamento que inclui alimentação específica e acompanhamento veterinário.
Segundo a tutora, Pandora deveria ter realizado novos exames em junho para avaliar a evolução do quadro clínico, mas o desaparecimento impediu a continuidade do tratamento. "A nossa preocupação é que quem esteja com ela não saiba dessa condição e isso acabe agravando a saúde dela", diz.
A família registrou boletim de ocorrência no mesmo dia do desaparecimento. No entanto, Alice destaca que o objetivo não é responsabilizar judicialmente quem esteja com o animal, mas garantir seu retorno em segurança.
"Nós só queremos a Pandora de volta. Garantimos sigilo absoluto para qualquer pessoa que tenha alguma informação. Nossa prioridade é encontrá-la bem e o quanto antes”, afirma.
Quem tiver qualquer informação que possa contribuir para a localização de Pandora pode entrar em contato com a família através do telefone (53) 99960-9811. A família garante sigilo absoluto e oferece uma recompensa no valor de R$ 3,5 mil para quem ajudar a encontrar a cadela.

