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Companhia de Ópera do RS apresenta espetáculo em homenagem aos 215 anos de Bagé
A apresentação acontece nesta sexta-feira (17), às 20h, no Salão Nobre do Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA), com entrada solidária.
por Miquéli Romero
Bagé recebe, nesta sexta-feira, 17, um espetáculo inédito da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS), em comemoração aos 215 anos do município. Após a apresentação do Concerto de Natal, realizada em dezembro, a companhia volta à cidade com um repertório formado por algumas das mais conhecidas árias, duetos e trios da ópera internacional.
A apresentação acontece às 20h, no Salão Nobre do Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA). A entrada é solidária, mediante a doação de uma caixinha de carvão vegetal ou um pote de tinta guache, materiais que serão destinados ao Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE) Odessa Macedo, contribuindo com as atividades desenvolvidas pela instituição.
O concerto reúne o tenor bajeense e presidente da CORS, Flávio Leite, o barítono Robert William, a soprano Rosimari Oliveira e o pianista Patrick Menuzzi. O programa contempla trechos de óperas consagradas, como O Barbeiro de Sevilha, Cavalleria Rusticana, A Viúva Alegre, Pagliacci e O Elixir do Amor.
Além de celebrar o aniversário de Bagé, o espetáculo ganha um significado especial ao prestar homenagem à professora Gelcy Porto Médici, referência na formação da cena lírica bajeense e que faleceu na última sexta-feira, 10. Nas décadas de 1980 e 1990, ela liderou o grupo de cantores do antigo Cenarte, promovendo apresentações e montagens de óperas que marcaram a história cultural do município.
Segundo Flávio Leite, a iniciativa também reconhece a importância desses artistas para a formação da cena lírica local. “O repertório escolhido, além de amado no mundo inteiro e muito popular, homenageia o grupo de cantores do antigo Cenarte de Bagé, capitaneado pela professora Gelcy Porto Médici. Se não fosse o trabalho daqueles artistas, provavelmente eu não teria dedicado a minha vida à ópera e a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul não existiria. Vejo a CORS como uma extensão e ampliação do trabalho daqueles bravos artistas que cresci ouvindo”, destaca o tenor.
Fundada há quatro anos, a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul vem consolidando uma temporada lírica regular no Theatro São Pedro e no Multipalco Eva Sopher, em Porto Alegre. Desde sua criação, a CORS já realizou 25 espetáculos diferentes e levou suas produções a 17 cidades gaúchas, contribuindo para a difusão da ópera em diferentes regiões do Estado.

