Segurança
Investigado por feminicídio segue preso em hospital da Susepe
por Suélen Delabari
O investigado pelo feminicídio de Maria Luísa Saraiva Gastesi, de 19 anos, segue preso no Hospital da Polícia Penal (Susepe), em Porto Alegre. De acordo com a delegada Lisandra Cabrera, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o inquérito policial foi concluído e remetido à Justiça com o indiciamento do acusado por feminicídio consumado, com causa de aumento de pena, em 22 de junho de 2026.
Maria Luísa foi morta na madrugada de 28 de maio de 2026, no Centro de Bagé. O investigado, ex-companheiro da vítima, tinha 24 anos na época do crime e foi preso em flagrante após uma perseguição realizada pela Brigada Militar. Este foi o primeiro feminicídio consumado registrado em Bagé em 2026.
Conforme as investigações da Deam, o crime ocorreu por volta das 0h10min, quando a jovem retornava para casa e foi abordada pelo ex-companheiro nas proximidades da residência dele.
Segundo a delegada Lisandra Cabrera, o casal estava separado havia cerca de um mês e o homem não aceitava o fim do relacionamento. A investigação apontou que ele arrastou Maria Luísa para o interior da residência, onde desferiu diversos golpes de faca contra a vítima.
A jovem chegou a pedir socorro e vizinhos acionaram a Brigada Militar pelo telefone 190. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Maria Luísa já sem vida. Após o ataque, o suspeito fugiu pelos fundos da residência, passando pelos telhados de imóveis vizinhos e deixando rastros de sangue. Durante as buscas, policiais localizaram vestígios em um prédio abandonado nas proximidades.
A guarnição da Força Tática encontrou o homem no terraço do edifício, ainda armado com a faca utilizada no crime. Conforme o registro da Brigada Militar, ele avançou contra os policiais, sendo necessário o uso de arma de fogo para conter a agressão iminente.
Ainda de acordo com a delegada, após tentativas de negociação, o investigado acabou se jogando do quarto andar do prédio. Ele sofreu fratura em uma das pernas, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado inicialmente ao Pronto-Socorro de Bagé. Posteriormente, foi transferido para o Hospital da Polícia Penal, em Porto Alegre, onde permanece custodiado pela Polícia Penal.
Com a conclusão do inquérito e o indiciamento por feminicídio consumado com causa de aumento de pena, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para o prosseguimento da ação penal.

