Cidade
Galponeira supera 500 inscrições e amplia alcance do festival
por Miquéli Romero
A 14ª Galponeira de Bagé recebeu 506 músicas inscritas por compositores de mais de 50 municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Uruguai. O festival será realizado nos dias 4, 5 e 6 de setembro, no Largo do Centro Administrativo, consolidando-se como um dos principais encontros da música regional do Pampa. Número de inscrições reforça a abrangência do festival e a participação de artistas de diferentes regiões, ampliando a representatividade da cultura gaúcha e fronteiriça.
O prefeito Luiz Fernando Mainardi, do PT, destaca que os números confirmam a retomada do protagonismo cultural de Bagé. “Receber mais de 500 composições nos enche de orgulho. A Galponeira voltou com força, valorizando a música nativista, abrindo espaço para novos talentos e reafirmando Bagé como referência em cultura, história e tradição”, afirma.
O secretário municipal de Cultura, Zeca Brito, ressalta a diversidade dos participantes. “A Galponeira nasceu em Bagé e hoje reúne grandes talentos da música regional. O festival fortalece nossa identidade cultural e reafirma seu papel como um dos principais eventos da cultura do Pampa”, destaca.
Participação regional e internacional
Bagé lidera entre os municípios participantes, com 57 músicas inscritas. Conforme o regulamento, sete das 14 composições classificadas deverão contar com pelo menos um autor natural ou residente no município. Essas obras serão apresentadas na noite de abertura, em 4 de setembro.
Além de representantes de diversas regiões do Rio Grande do Sul, o festival recebeu inscrições de municípios catarinenses, como Itajaí, Balneário Camboriú, Chapecó, Joinville, Lages, Timbó e Gaspar. O caráter internacional também se confirma com composições vindas do Uruguai, de cidades como Salto, Melo e Cerro Largo.
Milonga lidera inscrições
A milonga foi o gênero predominante entre as composições inscritas, representando cerca da metade dos trabalhos recebidos. Na sequência aparecem a chamarra e o chamamé, ritmos tradicionais da região de fronteira.
Também integram a lista de obras inscritas gêneros como vaneira, rasguido doble, chacarera, zamba, polca, valsa, mazurca, bugio, chimarrita e candombe, demonstrando a diversidade musical que marcará esta edição do festival.
Seleção e premiação
A Comissão de Triagem e Julgamento será composta por representantes do Instituto Municipal de Belas Artes (Iimba), da Associação de Amigos do IMBA, da Urcamp e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).
As 14 composições classificadas receberão ajuda de custo de R$ 3,5 mil para participação no festival. A música vencedora será premiada com R$ 8 mil, enquanto o segundo e o terceiro lugares receberão R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Também serão concedidos prêmios de R$ 1 mil para Melhor Intérprete, Melhor Instrumentista, Melhor Letra, Melhor Melodia, Melhor Arranjo e Música Mais Popular.

