Esportes
Bagé busca empate com o Esportivo em Bento Gonçalves
por Yuri Cougo Dias
Após sair atrás no placar, o Bagé foi superior no segundo tempo e buscou o empate diante do Esportivo, terminando em 1 a 1 na tarde deste sábado, 22, na Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, pela 7ª rodada da Divisão de Acesso. Clebson marcou para os donos da casa, enquanto Edson Silva anotou o gol do jalde-negro. Com o resultado, o Bagé chega aos cinco pontos e permanece na 14ª colocação.
Agora, o jalde-negro torce para que o Glória não vença o Lajeadense, neste domingo, 23. Caso isso aconteça, o Bagé permanecerá fora da zona de rebaixamento.
O próximo compromisso será na quarta-feira (26), às 19h30, contra o Guarani de Venâncio Aires, no Estádio Pedra Moura. A partida é válida pela 6ª rodada da competição e havia sido adiada.
Adversário aproveita bola aérea
Após duas derrotas consecutivas, o técnico Rodrigo Bandeira promoveu mudanças significativas na escalação do Bagé para enfrentar o Esportivo. DG ganhou uma vaga no meio-campo, enquanto Nico Marquez e Yander entraram na defesa. Nícolas Luft foi adiantado para atuar mais à frente, função em que teve bom desempenho no segundo tempo da partida anterior, contra o Aimoré. Gustavo Linhares e Gelatti ficaram como opções no banco de reservas. As alterações indicavam uma proposta diferente para o confronto em Bento Gonçalves.
Com um minuto, o Esportivo já havia conseguido sua primeira finalização. Em cruzamento para a área, Rômulo desviou de cabeça, perto da meta do goleiro jalde-negro Marcos Monitou. O Bagé respondeu logo em seguida, com duas finalizações de Júlio Rusch nos primeiros minutos. Aos 11, o jalde-negro conseguiu uma boa troca de passes pelo meio, e Michel finalizou rasteiro, de fora da área. O volume de jogo, porém, era do Esportivo, enquanto o Bagé encontrava dificuldades na transição ofensiva, principalmente no setor de chegada ao ataque.
A partir dos 10 minutos, o Bagé passou a assumir o controle da partida e da troca de passes. O Esportivo já era pressionado pela própria torcida por uma reação. Aos 18, o jalde-negro chegou com perigo após triangulação entre DG e Neto, com João Castro entrando na área e finalizando rasteiro, cruzado.
O Bagé vinha melhor na partida e precisava apenas acertar o acabamento das jogadas para transformar o domínio em finalizações mais perigosas. O Esportivo respondeu aos 33 minutos, em uma jogada rápida pelo lado esquerdo. Otávio avançou e cruzou para Gabriel Ribas, que apareceu nas costas da zaga e desviou de cabeça, obrigando Marcos Monitou a fazer a defesa.
Um minuto depois, o Esportivo voltou a levar perigo. Em novo cruzamento que passou pela defesa jalde-negra, Otávio desviou de cabeça e, desta vez, exigiu uma intervenção de Marcos Monitou, que espalmou para evitar o gol.
A bola aérea era uma das principais armas do Esportivo, que crescia no jogo por esse caminho. E foi assim que os donos da casa abriram o placar. Aos 41 minutos, Felipe Borges cobrou escanteio na segunda trave, e Clebson subiu para cabecear e marcar: 1 a 0 para o Esportivo.
O gol representou um golpe para o Bagé, que fazia um bom primeiro tempo, mas também premiou a reação do Esportivo nos minutos finais. Na reta final da etapa, o jalde-negro tentou avançar em busca do empate, mas a marcação dos donos da casa garantiu a vantagem até o intervalo.
Crescimento na segunda etapa
Para o segundo tempo, o Bagé voltou com Gustavo Linhares no lugar de DG. Era uma tentativa de dar mais agressividade à transição ofensiva jalde-negra. O Bagé buscava as investidas, mas ambas as equipes encontravam dificuldades para finalizar, e a qualidade técnica da partida caiu um pouco. Aos 12 minutos, Bandeira fez mais uma rodada de substituições, mandando a campo Vini Almeida e Edson Silva nos lugares de Nico Marquez e João Castro. Com as mudanças, Nícolas Luft retornou para a lateral direita, enquanto Edson Silva, Gustavo Linhares e Vini Almeida passaram a ter a missão de abastecer Michel. Era uma postura mais agressiva, de tudo ou nada.
Ao se lançar ao ataque, era natural que o Bagé também se expusesse. O Esportivo, que igualmente promoveu mudanças na equipe, teve a chance de matar o jogo aos 22 minutos. Em uma desatenção do meio-campo jalde-negro, que perdeu a bola, Matheus Rodrigues conseguiu encaixar uma ótima assistência para Kaíque Maciel. O atacante, que havia entrado há pouco, recebeu na entrada da área e deslocou o goleiro Marcos, que apenas torceu para que a bola saísse pela linha de fundo.
A tentativa de “tudo ou nada” surtiu efeito — e novamente pela bola aérea. Aos 33 minutos, Júlio Rusch cobrou falta fechada, levantando a bola para a área. Yander subiu de cabeça e mandou para o fundo das redes, recolocando o jalde-negro na partida: 1 a 1. O gol premiou a insistência do Bagé, que não desistiu mesmo diante da desvantagem.
A partida ficou aberta, com os dois times partindo para o ataque. Aos 46 minutos, já nos acréscimos, o goleiro Marcos fez uma grande defesa após uma pancada de fora da área de Ghíven e ajudou a garantir o empate para o Bagé. Na sequência, para reforçar a marcação nos minutos finais, o volante Chaves entrou no lugar do centroavante Michel. Com o apito final, o jalde-negro confirmou um ponto importante fora de casa e levou o empate de volta para a Rainha da Fronteira.
FICHA TÉCNICA
ESPORTIVO 1X1 BAGÉ
Divisão de Acesso – 7ª rodada
22/08/2026 – 17h – Estádio Montanha dos Vinhedos
ESPORTIVO – Guilherme Santana, João Marcos, Jan Pieter, Rômulo e Felipe Borges; Clebson, Makelele (Diego Gabriel), Gabriel Ribas (Ghíven), Gean Maciel (Kaíque Maciel) e Otávio (Vini Ed); Matheus Rodrigues. Técnico: Márcio Ebert.
BAGÉ – Marcos Monitou, Nico Marquez (Edson Silva), Pedro Costa, Yander e Neto; Vítor Carré, Júlio Rusch, Nícolas Luft, DG (Gustavo Linhares) e João Castro (Vini Almeida); Michel (Chaves). Técnico: Rodrigo Bandeira.
ARBITRAGEM – Jonathan Vivian, auxiliado por Otávio Legramanti e Artur Preissler; Diogo Souza (4º árbitro)
GOLS – Clebson (Esportivo); Edson Silva (Bagé)
AMARELOS – Otávio, Vini Ed, Clebson (Esportivo); João Castro, Júlio Rusch (Bagé)

