Social
Duda, ficamos órfãos
Texto escrito por Carlos Delmar do Amaral Ferreira (Pipico)
por Viviane Becker
Homenagem dos colegas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de 1986
É difícil aceitar que alguém que caminhou conosco desde a 6ª série do primário simplesmente não estará mais por perto.
Naquela época, éramos apenas guris, vivendo uma vida que hoje parece pertencer a outro mundo — um mundo que, de certa forma, não existe mais. E talvez seja isso que doa tanto: com a tua partida, não perdemos apenas um amigo. Perdemos também um pedaço daquela história que construímos juntos.
Foram décadas acompanhando a tua trajetória, vendo nascer e crescer o comunicador brilhante, carismático, inteligente e, acima de tudo, alegre, que conquistou tantas pessoas.
E é justamente essa alegria que vai fazer mais falta.
A vida te levou cedo demais. Aos 56 anos, no auge da tua carreira, com tanto ainda para viver, criar, falar, provocar, fazer rir e emocionar.
Duda, hoje a tristeza é enorme. Mas maior ainda é a gratidão por ter podido dividir contigo tantos anos de vida, desde aqueles tempos da 6ª série, quando nenhum de nós imaginava o quanto aquela amizade atravessaria o tempo.
Ficamos órfãos, Duda.
Órfãos da tua presença, da tua voz, do teu humor, da tua alegria.
Mas não da tua história.
Essa fica conosco — nas lembranças, nas histórias que serão contadas, nas risadas que ainda vamos dar lembrando de ti.
Vai em paz, amigo.
E obrigado por ter feito parte das nossas vidas por tanto tempo.
Ao Otávio, à Isadora, à Débora e à Diva, nosso carinho e nosso abraço

