Social
As médicas em visita ao Museu Dom Diogo de Souza
Entre memórias, encontros e pertencimento
por Viviane Becker
Nesta semana, o Museu Dom Diogo de Souza teve a alegria e a honra de receber o grupo de médicas que atuam em Bagé, que se reúnem mensalmente. O local escolhido foi justamente o Museu, que, neste mês de setembro, comemora seus 70 anos de existência.
As gestoras dos museus da Urcamp, Carmen Barros e Maria Luiza Pêgas, descreveram o quanto foi bonito perceber os olhares atentos, os sorrisos, as lembranças despertadas e o envolvimento de cada uma, diante das histórias guardadas neste lugar. “Elas vieram para um encontro com a memória, a história... Algumas reconheceram seus pais, outras encontraram lembranças de outros tempos. E, naquele instante, o museu deixou de ser apenas um lugar que guarda objetos: tornou-se um lugar de reencontro”.
Elas explicam que o Museu já foi hospital, espaço de acolhimento e cuidado. Hoje, guarda essas e tantas outras histórias que formam a identidade de Bagé.
Na Sala da Medicina, é possível sentir especialmente essa continuidade, através da pesquisa e da dedicação de Elizabeth Fagundes, que também nos faz lembrar o início desse caminho com Cledinara Rodrigues, quando nasceu o desejo de preservar e contar a história da medicina em nossa cidade.
As gestoras explicam que é sempre uma honra compartilhar a trajetória do museu, seu cuidado e também os desafios de mantê-lo vivo com a comunidade. Um trabalho iniciado por Tarcísio Taborda, com o apoio e a visão do Dr. Attila Taborda, e continuado por tantas pessoas que estiveram à frente da gestão da FAT/Urcamp, a exemplo do reitor Dr. Guilherme Bragança, que acredita que preservar a memória é também cuidar do futuro. Soraya Colares, que também abraçou o Museu, sua história, ajudando a preservar o passado e proteger seu futuro, foi quem teve a ideia de organizar o encontro das médicas neste precioso local.
“O Museu Dom Diogo de Souza é de todos nós. As portas estão abertas para novos encontros, novas ideias e novas histórias”, finalizam as gestoras, convidando a comunidade para conhecer, visitar e se aproximar cada vez mais do espaço que preserva a memória e a história de Bagé.

