Região
Temporal afeta funcionamento de escolas em municípios da região
Falta de energia, dificuldades de acesso e danos estruturais estão entre os principais impactos registrados nas redes de ensino
por Márlon Castro Posqui
O temporal que atingiu a região no domingo, 20, também provocou impactos no funcionamento das escolas. Em diferentes municípios, a falta de energia elétrica, os problemas no abastecimento de água e as dificuldades de acesso fizeram com que aulas fossem suspensas ou ocorressem de forma parcial. Em alguns casos, unidades escolares também registraram danos estruturais provocados pelos fortes ventos.
Em Bagé, o impacto alcançou parte significativa da rede municipal. Conforme a secretária de Educação, Caren Castencio, 23% das escolas ficaram totalmente sem aulas e cerca de 20% tiveram atendimento parcial. A rede municipal possui 61 unidades, o que corresponde a aproximadamente 12 escolas com funcionamento parcial. Segundo a secretária, as suspensões ocorreram em razão da falta de energia elétrica e de internet.
A forma de recuperação das aulas, quando necessária, será definida individualmente por cada escola. De acordo com Caren, uma das alternativas normalmente adotadas é a realização de sábado letivo para compensar os dias sem atividades.
Em Candiota, a rede municipal permanecerá com as aulas suspensas até sexta-feira, 25. A decisão foi orientada pelo Comitê de Gestão de Crise e consta no Decreto Municipal nº 5.193. Segundo a Prefeitura, a medida permite que as equipes concentrem esforços na recuperação dos acessos e estradas, no atendimento a imóveis atingidos, na retomada do fornecimento de energia elétrica e do abastecimento de água, além de outras ações emergenciais.
Em Hulha Negra, a E.M.E.F. Colônia Nova Esperança permanece sem atividades presenciais durante toda semana devido aos danos estruturais provocados pelo temporal. O telhado e os arremates da escola foram severamente danificados. Nesta quinta-feira, 24, a equipe diretiva da escola, realiza visitas de casa em casa para conversar com as famílias dos estudantes. A medida é necessária para que seja realizada uma avaliação das condições estruturais da escola, além do levantamento dos materiais necessários para que o espaço volte a oferecer condições adequadas para o uso coletivo.
Em Aceguá, o vendaval provocou destelhamentos, queda de árvores, interdições de vias e danos em imóveis públicos e particulares. As escolas municipais não registraram danos estruturais. As aulas foram suspensas na segunda e terça-feira em razão da falta de energia elétrica e abastecimento de água em algumas unidades, além de dificuldades no transporte escolar para uma escola da zona rural, devido à interdição de trechos de estradas.
Na rede estadual, a 13ª Coordenadoria Regional de Educação (13ª CRE) também acompanha os impactos. De acordo com a coordenadora Carmem Bueno, algumas escolas foram atingidas principalmente em Aceguá, Candiota e Caçapava do Sul. Nas localidades que permanecem sem energia elétrica, a falta de água também impede o atendimento dos estudantes. A CRE aguarda a normalização do fornecimento de energia para definir o retorno das aulas presenciais.
Entre as unidades estaduais apontadas como mais afetadas estão as escolas Conquista do Jaguarão, Barão de Aceguá, Dário Lassance, Nossa Senhora de Assunção, Januária Leal e Julinha Taborda. Segundo a coordenadoria, os prédios registraram diferentes tipos de avarias.

