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Região

Farmácia Literária usa livros e palavras como ponto de partida para reflexão sobre saúde mental em Aceguá

Em 25/09/2026 às 20:43h

por Melissa Louçan

Farmácia Literária usa livros e palavras como ponto de partida para reflexão sobre saúde mental em Aceguá | Região | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Estudantes tiveram contato com diferentes textos e livros e produziram materiais que foram apresentados durante a atividade Foto: Alana Nunes/Especial JM

Uma farmácia onde, em vez de medicamentos, os estudantes encontram livros para diferentes momentos da vida. Essa foi a proposta da Farmácia Literária realizada nesta quinta-feira (25), na Escola Nossa Senhora das Graças, em Aceguá. Desenvolvida com alunos do 6º ao 9º ano, a atividade integrou as ações alusivas ao Setembro Amarelo e buscou aproximar a literatura de temas relacionados ao acolhimento, aos sentimentos e ao cuidado com a saúde mental.

O projeto foi desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa pelas professoras Alana Nunes e Marina Nobre, com apoio da gestão escolar. Ao longo das últimas semanas, os estudantes tiveram contato com diferentes textos e livros e produziram materiais que foram apresentados durante a atividade, montada no saguão da escola.

Entre os trabalhos estavam “remédios literários”, prescrições e bulas literárias, além de indicações de livros relacionadas a diferentes sentimentos e situações. Havia, por exemplo, sugestões de leituras para quem precisava de coragem, queria falar sobre o que sente ou estava se sentindo sozinho. A proposta era transformar a leitura em uma possibilidade de reflexão sobre aquilo que cada pessoa vivencia.

“A proposta visa aproximar os estudantes da literatura pelo viés do acolhimento. Proporcionar uma reflexão sobre a importância da leitura, das palavras e das histórias, visto que estas nos ajudam a elaborar sentimentos, pensamentos e até mesmo aquilo que não conseguimos nomear”, explica a professora Alana Nunes.

A programação teve início com uma conversa conduzida pela psicóloga Fernanda Araújo, que abordou questões relacionadas à saúde mental e ao Setembro Amarelo. Depois, os estudantes puderam visitar a Farmácia Literária e conhecer as produções dos colegas. A participação foi voluntária.

Segundo Alana, a atividade não teve como objetivo diagnosticar sentimentos ou substituir o acompanhamento de profissionais, mas oferecer a literatura como um ponto de partida para a reflexão e o autocuidado. Para ela, o contato com diferentes histórias também pode contribuir para o desenvolvimento dos estudantes. “Ao entrar em contato com diferentes histórias e perspectivas, o estudante desenvolve empatia, imaginação, sensibilidade e diversas habilidades linguísticas. Então, não é uma experiência isolada, mas um lugar de encontro consigo e com o outro”, afirma.

A iniciativa faz parte de um trabalho de incentivo à leitura que já é desenvolvido de forma permanente pela escola. A intenção é que a proposta não fique restrita ao período do Setembro Amarelo, mas continue ao longo do ano, com novas leituras, temas e experiências literárias.

Além das atividades realizadas em sala de aula e da Farmácia Literária, a escola prevê ainda o lançamento de um novo livro produzido pelos alunos para novembro. A expectativa é ampliar o contato dos estudantes com a literatura e mostrar que a leitura também pode ocupar um espaço de reflexão sobre as próprias experiências e sobre a relação com o outro.

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