Região
Falta de energia persiste em Bagé e região mais de uma semana após temporal
por Melissa Louçan
Mais de uma semana após o temporal que atingiu Bagé e municípios da região entre a noite de domingo, 20, e a madrugada de segunda-feira, 21, moradores ainda enfrentam a falta de energia elétrica. A demora no restabelecimento do serviço mantém comunidades inteiras em situação de espera e amplia os transtornos provocados pelo evento climático.
Em Bagé, conforme o levantamento mais recente da concessionária, 416 consumidores ainda estão afetados por interrupções, com 83 ocorrências registradas e 20 equipes trabalhando em campo. A maior parte dos consumidores atingidos está na zona rural: são 316 pessoas em 33 interrupções.
Na área urbana, os problemas também permanecem distribuídos por diferentes bairros. Há registros de falta de energia em locais como Narciso Sune, Mascarenhas de Moraes, Hidráulica, União, Getúlio Vargas, Espanha, Castro Alves, Comandante Kramer, Jardim Monte Carlo, Arco, Centro, Malafaia, Severo e Floresta, entre outros.
Os números atuais mostram que, embora o trabalho de recomposição da rede continue, a normalização ainda não alcançou todos os pontos atingidos pelo temporal. Em algumas localidades, moradores permanecem há vários dias sem um serviço considerado essencial para as atividades mais básicas do cotidiano.
Na região, Candiota chegou a registrar um dos episódios mais expressivos de mobilização diante da demora. Na quinta-feira (25) e na sexta-feira (26), moradores bloquearam a BR-293 para protestar contra a falta de energia, que já se aproximava de cinco dias em algumas localidades. O bloqueio foi uma forma de pressionar pela retomada do fornecimento diante da insatisfação com a demora no atendimento.
Atualmente, Candiota ainda contabiliza 455 consumidores afetados, distribuídos em 15 interrupções, com sete equipes em campo. Em Hulha Negra, são 14 consumidores afetados em seis interrupções, enquanto cinco equipes atuam no município.
A situação é especialmente preocupante para moradores da zona rural, onde a extensão das redes e a dispersão das propriedades tornam o restabelecimento mais complexo, mas também deixam famílias por períodos prolongados sem energia. A falta do serviço afeta o abastecimento de água, a conservação de alimentos, a comunicação e outras atividades que dependem diretamente da eletricidade.

