Esportes
Bagé perde um mando de campo por incidentes contra o Glória
por Yuri Cougo Dias
O Grêmio Esportivo Bagé foi punido com a perda de um mando de campo e multa de R$ 1 mil pelos incidentes registrados após a partida contra o Glória, em 13 de setembro, no Estádio Pedra Moura, pela 11ª rodada do Gauchão A-2, a Divisão de Acesso. A decisão foi tomada na tarde de quarta-feira, 30, pela 2ª Comissão Disciplinar Desportiva do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS), no julgamento do Processo Disciplinar nº 257/26.
O clube foi denunciado com base no artigo 213, inciso II, §1º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que responsabiliza as entidades desportivas pela adoção de medidas para prevenir e reprimir invasões e desordens relacionadas às partidas. Segundo a denúncia, torcedores invadiram a área de acesso ao vestiário do Bagé após o término do jogo e agrediram jogadores, além de provocarem danos ao patrimônio do clube.
O dispositivo prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Em situações consideradas de elevada gravidade ou que causem prejuízo ao andamento do evento esportivo, o §1º também estabelece a possibilidade de perda do mando de campo de uma a 10 partidas. No caso do Bagé, os auditores aplicaram uma partida de perda de mando e multa de R$ 1 mil.
Durante o julgamento, foi considerado que o clube teve responsabilidade pela ocorrência dos fatos, mas também foram levadas em conta as providências adotadas imediatamente após o episódio. O Bagé registrou boletim de ocorrência, comunicou formalmente a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), trabalhou na identificação dos envolvidos e determinou que os torcedores identificados fossem proibidos, por tempo indeterminado, de frequentar as partidas no Pedra Moura.
A defesa do clube foi apresentada pelo advogado Marcelo Marinho, que também expôs aos auditores as dificuldades financeiras enfrentadas atualmente pelo Bagé. Esses aspectos foram considerados na análise do caso e na definição da penalidade aplicada.
Como o Bagé não disputará mais partidas profissionais em 2026, a perda de mando de campo será cumprida somente na próxima temporada em que o clube voltar a atuar profissionalmente. A multa de R$ 1 mil, por sua vez, integra a penalidade aplicada no processo disciplinar.

