Estado
Juca Giorgis se despede da direção do Memorial do Judiciário
por Melissa Louçan
Depois de quase 17 anos dedicados à preservação da memória do Judiciário gaúcho, o desembargador bajeense aposentado José Carlos Teixeira Giorgis, Juca, se despede da direção do Memorial do Judiciário. A mudança será oficializada em outubro, quando a desembargadora aposentada Helena Ruppenthal Cunha assumirá a função. A cerimônia de posse está marcada para o dia 13, às 17h, no Memorial do Judiciário, no Palácio da Justiça, em Porto Alegre. Na ocasião, também será realizada uma homenagem a Giorgis.
“Depois de 16 anos no Memorial do Judiciário era hora de caminhar”, resume Giorgis. Ele destaca que foram quase anos de um trabalho “honorífico, sem quaisquer remuneração”, que considera parte de seu dever social e de uma trajetória da qual leva também muito aprendizado.
A saída, segundo o próprio desembargador, ocorre de forma natural, acompanhando uma nova etapa da instituição. “A substituição em comum acordo é ato natural quando uma gestão diferente se inicia”, afirma.
Ao longo desse período, Giorgis esteve à frente de iniciativas voltadas à preservação, pesquisa e divulgação da história do Judiciário gaúcho. O trabalho envolveu não apenas a guarda de documentos, processos e outros registros históricos, mas também a aproximação desse acervo com pesquisadores, estudantes e a comunidade. Em uma das publicações produzidas a partir do acervo, por exemplo, sua atuação aparece ligada à pesquisa sobre o inventário do Comendador Domingos Faustino Corrêa, trabalho que resultou em livros publicados pelo Memorial.
A relação de Giorgis com a memória, no entanto, não se restringiu aos documentos. Em diferentes momentos, o Memorial também promoveu exposições, atividades culturais, pesquisas e ações educativas.
Desembargador aposentado, Giorgis também construiu trajetória reconhecida na área do Direito de Família e Sucessões. Ao deixar o Memorial, Giorgis encerra um ciclo que começou há quase duas décadas. “Cumpri meu dever social e muito aprendi”, resume o desembargador, sobre os anos dedicados à preservação de uma história que, para ele, também ajuda a compreender o presente.

