MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Campo e Negócios

Teste com Corriedale produz 276 quilos de carne por hectare

Em 06/10/2026 às 07:50h

por Redação JM

Teste com Corriedale produz 276 quilos de carne por hectare | Campo e Negócios | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Prova foi realizada em Hulha Negra / Foto: ABCC/Divulgação

A avaliação de 41 reprodutores Corriedale em quatro hectares de pastagem de inverno resultou em produção estimada de quase 276 quilos de carne por hectare durante o Concurso de Desempenho em Pastagens Corriedale 2026. Realizada durante 113 dias no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra, a prova também registrou animais com ganho médio diário superior a 300 gramas.

Os reprodutores foram divididos em dois grupos conforme o peso de entrada. Entre aqueles com até 55 quilos, o animal de ordem 16, de Luiz Felipe Kruel, ficou em primeiro lugar na classificação final, com nota 9,754. No grupo acima de 55 quilos, a liderança ficou com o número 6, de Felipe Dos Santos, que alcançou nota 9,409.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC), Gustavo Velloso, explica que o concurso foi criado para gerar informações produtivas que possam ser utilizadas pelos criadores na seleção dos rebanhos. “Vimos a necessidade de adquirir dados de produção para melhorar o desempenho dos animais, dos reprodutores e, consequentemente, dos rebanhos a campo. A associação teve essa iniciativa no início do ano e conseguimos estruturar o projeto junto à Secretaria da Agricultura e aos demais parceiros”, afirma.

Segundo Velloso, a avaliação também buscou medir a resposta dos animais em um sistema de pastagem de inverno. Ele acredita que tenha sido o primeiro concurso desse tipo realizado com ovinos no Rio Grande do Sul. “Os animais encerraram a prova em excelente condição corporal e sanitária. Mesmo com cerca de mil milímetros de chuva durante o período, tivemos resultados acima do esperado e animais que passaram dos 300 gramas de ganho por dia”, relata.

No grupo até 55 quilos, o maior Ganho Médio Diário (GMD) foi registrado pelo animal 40, de Leonardo Krieger Remedi, com 0,333 quilo por dia. A maior Área de Olho de Lombo (AOL) ficou com o animal 16, de Luiz Felipe Kruel, com 19,72 cm², enquanto a maior Espessura de Gordura Subcutânea (EGS) foi obtida pelo número 29, de Gustavo Arruada Petruzzi, com 8,2 milímetros.

Entre os animais que ingressaram na prova com mais de 55 quilos, o maior GMD foi do número 6, de Felipe Dos Santos, com 0,304 quilo por dia. O animal 17, de Luiz Felipe Kruel, apresentou a maior AOL, de 21,16 cm², e o número 35, de Elisabeth Amaral Lemos, liderou a EGS, com 6,6 milímetros.

A classificação final considerou três indicadores. O ganho de peso representou 70% da nota, a AOL correspondeu a 20% e a EGS, a 10%. O GMD foi acompanhado de 10 de junho a 1º de outubro, enquanto as características de carcaça foram medidas por ultrassom em 1º de outubro pela LambScan.

Para Velloso, os números obtidos também ajudam a mostrar possibilidades de intensificação da produção ovina em áreas menores. “Trabalhamos em uma área reduzida, de oito hectares, e produzimos em torno de quase 276 quilos de carne por hectare. Pelo cálculo que fizemos no encerramento, isso representou ao redor de R$ 4,4 mil por hectare. Temos alternativas para produzir mais e buscar maior rentabilidade no campo, independentemente do tamanho do produtor”, observa.

Durante o período de avaliação, os animais permaneceram em manejo padronizado, predominantemente em pastagem de azevém e com suplementação mineral. Na avaliação do presidente da ABCC, os resultados demonstraram a capacidade de adaptação do Corriedale a diferentes sistemas produtivos e a resposta da raça quando submetida a condições de alimentação de maior qualidade.

Galeria de Imagens
Leia também em Campo e Negócios
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br