Segurança
Operação contra golpes virtuais cumpre mandados em Dom Pedrito
por Suélen Delabari
A Polícia Civil cumpriu sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em Dom Pedrito, nesta quinta-feira, 15, durante uma operação que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais a partir do Presídio Estadual do município. A ação, denominada Operação Trabalho Interno, foi coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia de Cunha Porã.
As ordens judiciais foram cumpridas em residências e no estabelecimento prisional. Também foi determinado o bloqueio de valores vinculados aos investigados. Durante as diligências, uma pessoa foi presa em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. Conforme a Polícia Civil, foram apreendidos entorpecentes, celulares e outros objetos em celas da unidade prisional.
A investigação teve início em junho deste ano, após um morador de Cunha Porã, em Santa Catarina, relatar ter sido vítima de um golpe durante a negociação de um veículo anunciado em uma rede social. Após o primeiro contato, os suspeitos teriam se passado por representantes de um cartório e cobrado falsas taxas de transferência. A vítima realizou pagamentos por meio de PIX e teve prejuízo financeiro.
Segundo a investigação, os dados analisados indicaram que os golpes eram articulados de dentro do presídio, com o uso de celulares introduzidos ilegalmente na unidade. Do lado de fora, familiares e pessoas próximas dos suspeitos dariam suporte operacional e financeiro. Contas bancárias de terceiros também teriam sido utilizadas para receber e transferir os valores obtidos.
A operação contou com o apoio da Delegacia Regional de Polícia de Maravilha, em Santa Catarina, e da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio das delegacias de Dom Pedrito e de Bagé. A Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, prestou apoio logístico.
A Polícia Civil alerta para o risco de golpes em anúncios de veículos com preços muito abaixo dos praticados no mercado e de cobranças de supostas taxas cartorárias por aplicativos de mensagens. A orientação é verificar presencialmente o veículo e a documentação antes de efetuar qualquer pagamento.
As investigações apuram possíveis crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

