Cidade
Bagé fecha setembro com fechamento de 66 vagas de empregos formais
por Melissa Louçan
O mercado formal de trabalho de Bagé voltou a registrar mais desligamentos do que contratações em setembro. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), foram 428 admissões e 494 desligamentos no município, resultando no fechamento de 66 postos de trabalho.
O resultado é pior do que o registrado no mesmo mês em 2025, quando o saldo também foi negativo, mas em menor proporção, com 36 vagas fechadas. A diferença entre os dois períodos é de 30 postos de trabalho, o que representa um aumento de 83,3% no saldo negativo.
Vale destacar queo os números do Caged ajudam a acompanhar o comportamento da economia local, especialmente no que diz respeito à geração de empregos e à movimentação dos diferentes setores produtivos. Embora não representem toda a atividade econômica, funcionam como um termômetro do mercado de trabalho formal. Em Bagé, a sequência de resultados negativos e o desempenho desfavorável de todos os grupamentos de atividades econômicas em setembro chamam a atenção.
Atualmente, o município conta com 17.339 vínculos formais de emprego, considerando os trabalhadores com carteira assinada. Esse é o estoque de empregos ativos, enquanto o saldo mensal corresponde à diferença entre admissões e desligamentos registrados no período.
A análise por setores mostra que a retração atingiu todas as cinco áreas acompanhadas pelo levantamento. A construção civil teve o resultado mais negativo, com 25 postos a menos, seguida pelo comércio, que encerrou setembro com saldo de -20 vagas. Na indústria, foram 11 empregos fechados, enquanto a agropecuária perdeu nove postos. O setor de serviços apresentou a menor variação negativa, com o fechamento de uma vaga.
O resultado também chama a atenção quando observado o desempenho ao longo do ano. Entre janeiro e setembro, Bagé acumulou saldo negativo de 477 empregos formais. Dos nove meses analisados, apenas abril apresentou resultado positivo, com a abertura de 16 vagas. Maio foi o período de maior retração, com 110 postos fechados. Nos últimos três meses, o cenário também não apresentou recuperação: julho registrou saldo de -90, enquanto agosto e setembro tiveram o mesmo resultado, com 66 vagas negativas em cada mês.
Na comparação com o restante do país, a situação de Bagé contrasta com o desempenho nacional. Em setembro, o Brasil registrou saldo positivo de 121.305 empregos formais, resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. No acumulado de janeiro a setembro, foram criados 1.248.914 postos de trabalho, com saldo positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas.
No Rio Grande do Sul, o resultado de setembro também foi negativo. O Estado registrou 121.754 admissões e 124.691 desligamentos, encerrando o mês com saldo de 2.937 postos de trabalho a menos. Apesar da retração, o desempenho acumulado permanece positivo: entre janeiro e setembro, foram criadas 35.018 vagas formais.
O contraste entre os indicadores mostra que, enquanto o Brasil e o Rio Grande do Sul mantêm saldo positivo na geração de empregos no acumulado do ano, Bagé segue em trajetória negativa.

