Saúde
Histerossonossalpingografia (HSSG): exame inovador amplia diagnóstico da fertilidade feminina na região
Ginecologista Leonardo Fernandes passa a realizar com exclusividade a técnica que avalia o útero e as trompas de Falópio
por Viviane Becker
A ginecologia na região ganhou um reforço tecnológico importante há cerca de dois meses, com o início da realização da Histerossonossalpingografia (HSSG) pelo Dr. Leonardo Fernandes, ginecologista e cirurgião ginecológico, especialista em cirurgia minimamente invasiva. O exame, considerado essencial na investigação da fertilidade feminina e no diagnóstico de alterações uterinas, passou a ser realizado com exclusividade pelo médico, representando um avanço significativo no cuidado da saúde da mulher.
Segundo o Dr. Leonardo, apesar do nome técnico, o exame traz benefícios claros e práticos. “A HSSG avalia de forma segura, rápida e minimamente invasiva a saúde do útero e, principalmente, a permeabilidade das trompas de Falópio. Sem trompas funcionais, a fecundação natural não ocorre, e este exame é crucial para identificar o problema”, explica.
O procedimento consiste em um exame de imagem feito por ultrassom transvaginal, que utiliza a injeção de soro fisiológico — e, em alguns casos, outros contrastes específicos — para avaliar a cavidade uterina e o trajeto do líquido pelas trompas. A técnica permite detectar obstruções que impedem a concepção, bem como alterações estruturais, como miomas submucosos, pólipos, aderências e malformações. A partir dos resultados, o médico pode determinar se a paciente tem condições de engravidar naturalmente ou se é necessário recorrer a tratamentos de reprodução assistida, como inseminação artificial ou fertilização in vitro.
Entre as principais vantagens da HSSG está o fato de ser menos invasiva do que a tradicional histerossalpingografia, realizada com raio-x e contraste iodado. “Ao contrário do exame com raio-x, a HSSG é feita com ultrassom e soro fisiológico, eliminando a exposição à radiação e a necessidade de internação ou anestesia. É um procedimento ambulatorial, rápido e seguro”, ressalta o médico.
A HSSG é realizada em posição ginecológica e dura, em média, de 20 a 30 minutos. Um pequeno cateter é introduzido pelo colo do útero para a injeção do soro fisiológico, enquanto o ultrassom acompanha o trajeto do líquido. Embora o desconforto seja uma preocupação comum, Dr. Leonardo explica que a experiência costuma ser tranquila. “A dor varia de pessoa para pessoa, mas, na maioria dos casos, é leve e bem tolerada. Com preparo e orientação adequada, o exame é rápido e seguro”, reforça.
Além de ser indicada para mulheres que estão tentando engravidar, a HSSG também pode ser utilizada em outras situações ginecológicas, auxiliando no diagnóstico de alterações uterinas e tubárias.
Com a introdução desse exame na região, as pacientes passam a contar com um recurso moderno e preciso para o diagnóstico e planejamento da saúde reprodutiva. “Ter acesso a esse procedimento aqui é um ganho importante para as mulheres, que agora dispõem de um exame eficiente, confortável e de grande valor diagnóstico”, conclui o Dr. Leonardo Fernandes.

