Saúde
Hérnia de disco tem cura? Especialista explica quando a cirurgia é realmente necessária
por Viviane Becker
A hérnia de disco é uma das condições mais comuns que afetam a coluna vertebral, frequentemente associada a dor intensa, formigamento e, em casos mais graves, perda de força nos membros. Mas, afinal, essa condição tem cura? E quando o tratamento conservador dá lugar à cirurgia?
Para esclarecer o tema, o traumatologista e ortopedista, Dr. Rodrigo Feijó, explica que, na maioria dos casos, o tratamento é clínico e eficaz.
De acordo com o Dr. Feijó, o caminho inicial para o alívio dos sintomas e a recuperação da qualidade de vida é quase sempre não cirúrgico.
"Para a grande parte dos pacientes, o tratamento é clínico e resolve a situação. Fisioterapia, fortalecimento muscular, o uso pontual de medicamentos e, sobretudo, mudanças nos hábitos de vida costumam ser suficientes para aliviar os sintomas e estabilizar o quadro", explica o ortopedista.
O foco é aliviar a compressão nervosa e fortalecer a musculatura de suporte da coluna, permitindo que o próprio corpo se recupere.
Existem situações específicas em que a intervenção cirúrgica é considerada o melhor e mais seguro caminho para o paciente. Dr. Rodrigo destaca três critérios principais que levam à indicação da cirurgia:
* Dor persistente: atenção à dor que não apresentar melhora após um período de mais de seis semanas de tratamento clínico adequado.
* Perda de força muscular: quando há uma perda de força muscular significativa nos membros, indicando uma compressão nervosa mais séria.
* Sintomas neurológicos graves: o surgimento de sintomas neurológicos mais graves ou a progressão rápida do quadro.
O Dr. Feijó reforça que a decisão pelo tratamento, seja ele clínico ou cirúrgico, deve ser tomada com cautela e baseada em uma avaliação minuciosa.
"Cada caso é único. O mais importante é ter um acompanhamento especializado com um ortopedista especialista em coluna, que irá avaliar com segurança a gravidade da hérnia, a resposta do paciente ao tratamento conservador e indicar o melhor caminho para garantir a recuperação completa", conclui o médico.
Foto crédito: Foto de Towfiqu Barbhuiya
Traumatologista e ortopedista, Dr. Rodrigo Feijó

