Cidade
Escola Téo Vaz Obino transforma aniversário em experiência de aprendizado e cultura
Programação envolveu jogos, música, dança e projetos que valorizam a formação integral dos estudantes
por Márlon Castro Posqui
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Téo Vaz Obino celebrou seu 14º aniversário com uma programação que integrou aprendizado, cultura e momentos de descontração, resgatando a memória do espaço e reafirmando a proposta de aliar conhecimento e prazer no ambiente escolar.
A instituição foi fundada em 2012, a partir da unificação da Escola Municipal de 1º Grau Marques de Tamandaré com a Escola Municipal de Educação Infantil Dr. Penna. O espaço onde hoje está localizada a instituição já foi conhecido como Campo do Ferrador, palco de circos, parques e outras atrações. A partir dessa memória, a vice-diretora, professora Fátima Fabiana, faz uma analogia para definir a proposta atual da instituição. "Antes de ser uma escola, este espaço recebia circos e parques. Então, a gente quer que essa escola seja um espaço de prazer, de alegria, de diversão e um espaço onde a cognição, o conhecimento seja desenvolvido", explica.
Durante a programação, estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental participaram de diversas atividades, como jogos de tabuleiro, entre eles o xadrez, e o contato com jogos africanos. Alunos envolvidos em projetos culturais da escola realizaram apresentações, como a invernada artística e cultural "Tribuno Brilhante", a capoeira, o Projeto Banda, coordenado pelo professor voluntário Glenio Fucks, e a dança cigana.
Fortalecendo vínculos
O evento contou com a participação da invernada pré-mirim do CTG Prenda Minha. Um dos destaques foi a apresentação da Rainha Mirim do Carnaval de Bagé, Wanyffer Resende Carvalho, de 8 anos, aluna da instituição, que, segundo a vice-diretora, incentivou colegas a se apresentarem junto com ela. O Projeto Piano Forte também esteve presente e, no encerramento, a banda da escola cantou “Parabéns para você”, celebrando com alunos, professores, funcionários e comunidade escolar.
Fátima destaca a importância de momentos como esse para fortalecer o vínculo dos estudantes com a escola. "Eu só amo aquilo que eu conheço. Eu só amo aquilo que eu pertenço. Então, quando a gente realiza esses projetos, e quando a gente permite que todos façam parte dessa escola, a gente faz nascer um sentimento de pertencimento", afirma.
Superfantástico
Esse “amor” também está presente no tema do projeto anual da instituição, denominado “sou feliz, por isso estou aqui”. Pensando na inclusão, especialmente de um aluno com sensibilidade auditiva, o toque do sinal foi adaptado para a música “Superfantástico”, do grupo Balão Mágico, cuja letra celebra a imaginação infantil, a fantasia, a alegria e o pertencimento.
"Tem um provérbio europeu que eu gosto muito, que diz que tradição não é a gente ficar adorando cinzas, mas a gente soprar uma chama. E o que a gente quer na escola é isso, soprar uma chama de esperança de que educação pública dá certo, e que não existe uma escola que não seja um espaço de felicidade, de alegria, de contentamento. A gente quer isso para os nossos alunos, que a escola seja um lugar de aprendizado e de prazer", conclui a vice-diretora.

