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História autoral mistura terror e ação e começa a expandir seu universo 

Em 25/04/2026 às 17:35h

por Melissa Louçan

História autoral mistura terror e ação e começa a expandir seu universo  | Minuano Conecta | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Lima já trabalha em continuação da história Foto: Divulgação

A ideia de imaginar demônios circulando pelo mundo contemporâneo, inclusive no Brasil, foi o ponto de partida para o bajeense Luciano de Lima criar Paraíso do Mal. O projeto, que começou como um exercício criativo inspirado por referências da cultura pop, rapidamente tomou forma até se transformar em uma HQ independente com ambições bem maiores do que as páginas impressas.

Além da HQ, Lima também atua como roteirista e diretor, com trabalhos ligados ao audiovisual e à produção de conteúdo sobre cultura pop. À frente da Lendário Filmes e criador do canal Primeira Fila no Youtube, que conta com quase 500 mil inscritos, ele constrói uma trajetória que transita entre cinema, crítica e narrativa autoral, o que ajuda a explicar a linguagem mais cinematográfica presente em Paraíso do Mal. 

Segundo o autor, o estalo veio a partir de uma provocação simples: “Eu conheci um anime chamado Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, em que a temática são samurais caçando demônios em um Japão feudal. Então comecei a imaginar como seria essa dinâmica se essas criaturas existissem nos dias de hoje, em todo o mundo. Como seria aqui no Brasil. Como seria nossa sociedade organizada nessa realidade e como pessoas comuns seriam afetadas. Então eu percebi que responder essas perguntas geraria uma história que valia a pena ser contada.”

A partir daí, Lima construiu uma narrativa que mistura elementos de ação, suspense e drama, com forte apelo visual e atmosfera cinematográfica, algo que também se reflete na presença do projeto nas redes sociais, com teasers, cenas encenadas e linguagem próxima do audiovisual.

A estética da HQ também não surgiu por acaso. Fã do trabalho de Hajime Isayama, o autor buscou uma linha visual que dialogasse com esse estilo mais denso e expressivo. “Eu gosto muito da arte do Hajime Isayama, que criou o Attack on Titan, então procurei uma artista que tivesse um traço semelhante”, explica. Esse processo levou à parceria com a ilustradora Vanessa Miranda, que já havia trabalhado com ele anteriormente, e à entrada de Karolyne Rocha na equipe. Juntas, elas deram forma ao universo criado no roteiro, transformando texto em narrativa visual.

Se a ideia surgiu rápido, a execução exigiu paciência. O roteiro ficou pronto em cerca de dois meses, mas a produção das artes levou aproximadamente dois anos. O trabalho foi feito de forma colaborativa, com troca constante entre roteirista e ilustradoras até chegar à versão final. Depois disso, ainda veio a etapa de editoração e impressão, realizada com apoio da Ipsis.

Produzir de forma independente, no entanto, impõe obstáculos: “O mercado de HQ no Brasil é, de modo geral, muito pequeno. Uma HQ com quatro mil exemplares vendidos já é considerada um best-seller. Então é necessário um planejamento minucioso para que a produção dos quadrinhos não acabe em prejuízo”, afirma.

Mesmo diante desse cenário, Paraíso do Mal encontrou espaço. A pré-venda foi realizada pela plataforma Catarse e superou expectativas, com mais de 700 exemplares vendidos em cerca de um mês e meio e arrecadação acima de R$ 75 mil. O desempenho colocou a HQ entre as campanhas mais bem-sucedidas da plataforma, conforme explica Lima.

O retorno positivo também abriu novas portas. O autor relata que recebeu propostas para publicação em outros idiomas e destaca a recepção do público desde o lançamento. A HQ está disponível para compra na Amazon, onde acumula avaliações favoráveis.

O projeto, no entanto, não deve parar por aí. Uma parceria com a empresa americana Reallusion está em andamento para adaptar a HQ para o audiovisual, enquanto outras propostas também estão sendo analisadas. Ao mesmo tempo, o universo narrativo segue crescendo dentro do próprio papel, e além dele. A continuação da HQ já está em produção, enquanto um livro ambientado na mesma história está sendo escrito para ampliar a experiência do público.

 

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