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Crime que chocou Bagé: mãe confessa ter matado a própria filha na Agrovila
por Rochele Barbosa
O assassinato da menina Mirella Silva Rodrigues, de apenas 5 anos e 11 meses, permanece como um dos casos mais impactantes da história policial de Bagé. O crime, ocorrido na madrugada de 22 de fevereiro de 2015, na região da Agrovila, foi reconstituído em detalhes no podcast Almoxarifado de Crimes, que trouxe o relato do delegado responsável pela investigação.
O episódio, produzido pela jornalista Rochele Barbosa, apresenta como convidado o delegado aposentado Luiz Eduardo Benites, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que conduziu o caso à época.
Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso começou com o registro feito pela própria mãe da criança, Michele da Silva Rodrigues. No entanto, conforme relatado no podcast, as informações apresentadas por ela rapidamente passaram a levantar suspeitas.
Durante as primeiras diligências, os investigadores perceberam inconsistências entre a versão da mãe e os relatos de vizinhos e pessoas próximas. A partir disso, a equipe da então 2ª Delegacia de Polícia intensificou as buscas e passou a tratar o caso com cautela. Pouco tempo depois, o corpo da menina foi localizado em um matagal, a poucos metros da casa da família, confirmando que se tratava de um homicídio.
De acordo com os detalhes apresentados no podcast, Mirella vivia com a mãe, o padrasto e um irmão mais novo. Testemunhas relataram uma convivência marcada por pouca afetividade. Havia, inclusive, histórico de acompanhamento do Conselho Tutelar em outra cidade, indicando uma situação familiar já considerada delicada.
A investigação avançou rapidamente e culminou na confissão da mãe, realizada na delegacia, com a presença de advogado e registro formal do depoimento. Segundo o apurado, a criança foi morta por asfixia, com o uso de uma peça de roupa e uma sacola — elementos confirmados posteriormente pelo exame de necropsia.
Ainda conforme relatado no Almoxarifado de Crimes, a motivação do crime estaria ligada a um novo relacionamento da autora, sendo a filha vista como um obstáculo para essa nova fase da vida.
O caso gerou forte repercussão na comunidade e expôs a complexidade de situações de violência intrafamiliar, muitas vezes difíceis de serem identificadas previamente, especialmente quando não há sinais claros de agressão física. Na próxima edição desta coluna a parte dois, o julgamento da mãe.
Confira esse episódio completo, em vídeo e áudio pelo youtube : https://www.youtube.com/watch?v=0r1V2arMoYk&t=663s ou pelo Spotify: https://open.spotify.com/episode/6cWSfeoqASYJdDGbfztATl?si=SFl3CqUcRWGwgwzcc3EYiA&context=spotify%3Ashow%3A7J97WzUlnJIqBNOTEp2VSc&t=0

