Cidade
Coleta de sangue reforça importância das doações para região
por Rochele Barbosa
A campanha de coleta de sangue realizada em Bagé, durante o último sábado, mobilizou parceiros da saúde, instituições e a comunidade em busca de novos doadores. A ação contou com o apoio do Hospital Universitário, Santa Casa, Rotary, Secretaria Municipal de Saúde, escolas e quartéis, com o objetivo de reforçar os estoques que atendem não apenas o município, mas toda a região.
De acordo com a coordenadora-adjunta da Atenção Primária, Magda Mena dos Santos, foram distribuídas 60 fichas para atendimento durante a manhã. Até perto das 11h, cerca de 30 pessoas haviam comparecido para realizar a doação. Ao longo do dia, outras 30 pessoas realizaram doações, totalizando 60 coletas.
Segundo ela, a baixa adesão pode estar relacionada à proximidade entre as últimas campanhas realizadas no município. “Acreditamos que a baixa adesão, neste momento, seja porque houve uma coleta muito próxima da outra. O intervalo foi pequeno: uma ocorreu no final do mês e a outra já em menos de 15 ou 16 dias”, explicou.
Magda destacou que a mobilização vem sendo ampliada para diferentes setores da comunidade. As equipes de saúde dos postos participaram da divulgação, assim como outras secretarias municipais, escolas e quartéis. “Nós também estamos pedindo a mobilização da comunidade para que façam essa adesão. É muito importante, porque essa coleta não é só para Bagé, mas também para a região. Em algum momento, todos nós podemos precisar dessa coleta de sangue”, afirmou.
Após a coleta, o material é encaminhado para Pelotas, onde passa pelos procedimentos necessários no hemocentro. A coordenadora também explicou que os doadores podem direcionar a doação para familiares ou amigos hospitalizados. “A pessoa pode chegar aqui e já informar que tem um familiar hospitalizado ou que vai passar por cirurgia. O sangue já pode ser destinado para esse paciente”, explicou.
Mesmo assim, ela reforçou que toda doação ajuda a manter os estoques disponíveis para diferentes necessidades da população. Questionada sobre os tipos sanguíneos mais necessários, Magda ressaltou que todos são importantes, mas os tipos mais raros costumam apresentar maior dificuldade de reposição. Ela também lembrou da importância dos doadores com fator Rh negativo.
Primeira doação
Entre os participantes da campanha esteve a acadêmica de Biomedicina da Urcamp, Isabela Medeiros, de 19 anos, que realizou sua primeira doação de sangue.
A estudante contou que decidiu participar após acompanhar a divulgação da campanha dentro da universidade. “Eu sou da Urcamp, e a gente está com um trabalho de divulgação da campanha de doação de sangue. Nós viemos aqui acompanhando e eu resolvi doar”, relatou.
Isabela disse que estava tranquila durante o procedimento e destacou a importância do gesto para ajudar quem precisa. “Não é para ninguém específico, é para doar para as pessoas que realmente precisam”, comenta.
A acadêmica também revelou que ainda não sabe ao certo seu tipo sanguíneo, mas explicou que a tipagem é feita durante o processo de coleta.

