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Laboratório de informática é inaugurado na APAE Bagé em parceria com o Rotary Pampa
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Bagé celebrou, na tarde de terça-feira, uma importante conquista com a inauguração oficial do Laboratório de Informática e a aquisição de uma ferramenta científica para o diagnóstico em crianças, de 0 a 6 anos, que permite identificar o desenvolvimento e as habilidades cognitivas das crianças.
O projeto é fruto de uma parceria com o Rotary Club Bagé Pampa, que custeou as melhorias com os recursos arrecadados no evento beneficente "Boteco do Pampa", realizado em março deste ano em comemoração aos 25 anos do clube. Ao todo, a mobilização solidária garantiu um investimento de R$ 19.609,81 na instituição.
O espaço remodelado passou por uma reestruturação física completa, incluindo troca de piso, pintura, novos móveis, cortinas, climatização e a instalação de computadores. Além da infraestrutura, também foi adquirido o teste psicométrico "SON-R", utilizado pela equipe de psicologia. A ferramenta é para a avaliação de crianças abaixo de 7 anos com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
"Apresentamos o desafio ao Rotary Pampa e eles aceitaram de pronto. O teste SON-R supre uma carência técnica histórica da instituição, permitindo um acolhimento muito mais preciso e necessário e o novo laboratório disponibiliza mais uma atividade aos assistidos", destacou o presidente da APAE, Antônio Trindade.
A presidente do Rotary Club Bagé Pampa, Paula Zago, comenta que a união dos rotarianos e o engajamento da comunidade bageense foram fundamentais para transformar o projeto em realidade, desde as obras básicas até a entrega dos equipamentos tecnológicos de ponta. O ato contou com a presença da presidente e demais integrantes do clube. A ambientação do espaço, com a pinturas atrativas nas paredes, foi realizada pela artista plástica Graciela Lanzzeri.
Embora a entrega oficial tenha ocorrido nesta semana, o laboratório já funcionava em caráter de testes há cerca de um mês. As oficinas de inclusão digital acontecem no turno da tarde, entre 13h e 17h. Atualmente, a sala opera com uma monitora contratada para 20 horas semanais e o apoio de uma profissional voluntária. Os assistidos participam de sessões de 30 minutos, em grupos de quatro integrantes, com previsão de ampliação para até seis usuários por horário. O objetivo futuro da direção é expandir o atendimento também para o turno da manhã.
Com o novo laboratório, a APAE saltou de 22 para 24 oficinas em atividade, impulsionada pelas aulas de informática e pela expansão das atividades de educação física. Atualmente, a entidade desenvolve ações para mais de 500 assistidos. "Na APAE, o assistido não tem alta; ele chega e permanece conosco, mudando de atividade conforme se desenvolve. Por isso, parcerias como a do Rotary são vitais para continuarmos proporcionando atendimento com qualidade", concluiu Trindade.

