Cidade
Encontro em Bagé discute rumos da dança para os próximos dez anos
por Márlon Castro Posqui
O Instituto Municipal de Belas Artes (Imba) recebeu uma programação voltada ao debate e à construção de políticas públicas para a cultura. As atividades integram a Caravana da Cultura e reúnem representantes do setor, artistas e comunidade cultural para discutir demandas e perspectivas para diferentes áreas.
Na terça-feira, 18, o Imba sedia a Pré-Conferência Estadual de Dança, que tem como foco a revisão dos Planos Setoriais de Cultura. O documento estabelece diretrizes e metas para uma área específica da cultura e, neste caso, orienta as políticas públicas voltadas à dança no Rio Grande do Sul pelos próximos dez anos.
A responsável pelos Colegiados Setoriais, Raquel Machado, explica que o encontro busca ouvir o setor e atualizar o planejamento de acordo com as transformações e necessidades da área. “A gente está em Bagé para construir a revisão do Plano Setorial de Dança, com o objetivo de acompanhar as mudanças e necessidades do setor”, explica.
O coordenador do Sistema Estadual de Cultura, Rubinho Oliveira, destaca que a dança passou por transformações e hoje reúne uma diversidade de manifestações que precisam estar contempladas nas políticas públicas. “Antigamente nós tínhamos dança clássica e danças modernas. Hoje já existe uma variação muito maior, como a dança contemporânea e a dança criativa. As danças tradicionais e as danças étnicas também precisam do seu espaço. Todas essas mudanças nós temos que prever nas nossas metas”, afirma.
Para Rubinho, a construção das políticas públicas também depende da participação da sociedade civil. “Para a gente fazer política pública para a dança, nós precisamos conhecer as prioridades e ouvir a sociedade civil”, completa.
A coordenadora de Dança do Imba, Daniele Zill, destaca a força da atividade na região. “Bagé é uma região que tem vocação para a dança”, comenta. Segundo ela, a quantidade de festivais e o número de escolas de dança existentes no município e na região já demonstram a presença e a relevância do setor.
Para Dani Zill, o encontro também representa uma oportunidade para aproximar a classe dos instrumentos de profissionalização e das políticas de incentivo à cultura. “Os editais disponíveis através da SEDAC estão acessíveis a todas as regiões funcionais, assim como os amplos recursos que estão vindo através da PNAB. Enfim, acho que tudo isso vale a pena ser falado. Essa informação vale a pena circular entre as pessoas que estão se profissionalizando”, destaca.
A coordenadora também comemora a realização da atividade no Imba e reforça a importância do diálogo entre os profissionais da área. “Fico muito feliz que o Imba seja a casa desse encontro aqui em Bagé e que a gente tenha acesso a isso e que, dentro de acordos e divergências, a gente possa conversar sobre essas instâncias e construir isso juntos. Quanto mais pessoas estiverem falando em dança, melhor para todos nós”, conclui.
Na quarta-feira, 19, a Caravana da Cultura retomou as atividades com debates sobre Artes e Economia Criativa, Culturas Populares, Tradicionalismo, Sistemas de Bibliotecas e Sistema Estadual de Cultura. Toda a programação é gratuita e ocorre no Instituto Municipal de Belas Artes (Imba).

