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Coluna Gol de Placa

Em 29/05/2026 às 14:51h, por Telmo Carvalho

O Brasil é movido por duas paixões que dispensam explicação: futebol e Carnaval. Uma vibra com o grito de cada gol; outra pulsa no compasso do samba que ecoa madrugada adentro. Ambas exigem entrega, ensaio, organização e, sobretudo, harmonia. Porque sem harmonia não há desfile campeão — e sem organização não há time vencedor.

Neste fim de semana, o país veste fantasia e toma as ruas para celebrar o Carnaval. Mas, no Rio Grande do Sul, a folia parece distante dos gramados. Guarany Futebol Clube, Sport Club Internacional e Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense parecem não ter decorado o samba-enredo. A bateria está desafinada, a comissão de frente tropeça e o mestre-sala não encontra a porta-bandeira.

No caso do Guarany, a metáfora é ainda mais cruel. O clube alvirrubro está no temido “Torneio da Morte” do Campeonato Gaúcho — aquele quadrangular que ninguém quer desfilar. Ali não há espaço para alegorias luxuosas nem para evolução coreografada: é sobrevivência pura. Cada ponto vale como nota de jurado rigoroso; cada erro representa desconto no quesito permanência; cada cartão pode decidir a classificação ou o rebaixamento para a divisão de acesso de 2027.

A segunda-feira (16) será decisiva. O confronto contra o Esporte Clube Internacional coloca frente a frente duas escolas em reconstrução, ambas estreando novos comandantes na avenida. Ironia das ironias, o técnico santamariense é Willian Campos, velho conhecido do Estrela D’Alva, ex-maestro da casamata bageense. O roteiro parece escrito por carnavalesco inspirado: o passado desfilando contra o presente, cada qual tentando provar que ainda sabe conduzir a bateria.

Do lado do Guarany, a responsabilidade recai sobre Gelson Conte. Ou ele coloca o time na cadência certa, ajusta o ritmo e conduz o bloco à vitória, ou a segunda-feira de Carnaval corre o risco de virar quarta-feira de cinzas antecipada. No futebol, como no samba, não basta boa intenção — é preciso ensaio, estratégia e liderança firme.

Enquanto isso, no Campeonato Brasileiro Série A, a dupla Gre-Nal também patina. O Grêmio foi derrotado pelo São Paulo Futebol Clube por 2 a 0 e escapou de uma goleada no Estádio do Morumbis. Já o Internacional esbanjou transpiração e entrega física contra a Sociedade Esportiva Palmeiras, mas erros individuais custaram caro: derrota por 3 a 1 no Estádio Beira-Rio, a segunda na competição.

Resultado: esforço sem eficiência, entrega sem resultado — e no Brasileirão, quem insiste em errar acaba punido pela tabela.

O dia 15 começam as semifinais do Campeonato Gaúcho. O Grêmio recebe o Esporte Clube Juventude, enquanto o Internacional encara o Ypiranga Futebol Clube em Erechim. A fórmula é conhecida: jogos de ida e volta, tensão redobrada e margem mínima para erro. Os dois classificados disputarão mais duas partidas para decidir o título estadual de 2026.

Não há espaço para desfile protocolar — semifinal exige imposição, maturidade e concentração absoluta.

Carnaval e futebol têm algo em comum: são espetáculos coletivos. Ninguém ganha sozinho. A escola depende da bateria; o time depende do conjunto. Quando cada ala resolve improvisar, o resultado é desorganização — e jurado nenhum perdoa.

Se a bateria não afinar, o samba atravessa.
E quando o samba atravessa, não há fantasia que esconda a realidade.


 

Fraterno abraço e votos de abençoado final de semana ∴

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