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Coluna Gol de Placa com Telmo Carvalho

Em 06/03/2026 às 13:53h, por Telmo Carvalho

Guarany Futebol Clube, fé e façanhas: Fevereiro costuma ser o mês da maior festa popular do planeta. Mas em Bagé, neste ano, o enredo teve roteiro mais dramático do que qualquer desfile na Marquês de Sapucaí. Foi numa segunda-feira carnavalesca (16) que o Guarany resolveu provar que, no futebol, o impossível é apenas questão de paciência.

Depois de sair perdendo por 0x2 ainda no início do primeiro tempo contra o Esporte Clube Internacional, o alvirrubro bageense fez o que poucos imaginavam: virou para 3x2. Uma reviravolta daquelas que começa com cara de tragédia e termina em êxtase coletivo — quase um bloco saindo do velório direto para a avenida.

Mas o Carnaval não se contentou com um ato só.

No sábado (21), dia tradicional do “enterro dos ossos”, as duas equipes voltaram a se enfrentar no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria, abrindo o returno do dramático Torneio da Repescagem. O time da casa precisava desesperadamente da vitória para seguir sonhando com a permanência. O estádio pulsava, a torcida empurrava, o clima era de decisão.

Só esqueceram de avisar o Guarany que o roteiro já estava escrito.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Welder apareceu para marcar o gol bageense. Silêncio no Presidente Vargas. Quando a vitória parecia sacramentada, o destino resolveu testar os nervos alvirrubros: pênalti para o Inter-SM. A responsabilidade caiu nos pés de Michel, ex-jogador do Guarany — o tipo de ironia que o futebol adora cultivar.

Era o empate desenhado.

Mas fevereiro estava comprometido com o improvável.

Thiago Gonçalves vestiu a fantasia de herói, operou um milagre e defendeu a penalidade máxima. Não foi apenas uma defesa — foi um decreto. Garantiu a vitória, colocou o Guarany momentaneamente na liderança do torneio e deixou o adversário à beira de um rebaixamento cada vez mais real.

E quando parecia que o Carnaval já tinha entregue tudo, fevereiro resolveu esticar o bloco até a Quaresma.

Na quarta-feira (25), pela segunda fase da Copa do Brasil, o Guarany foi até o Estádio Centenário e venceu a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul por 1x0, novamente com gol de Welder. Classificação garantida, terceira fase assegurada e cerca de R$ 950 mil nos cofres — premiação que, no interior gaúcho, tem peso de título.

O próximo desafio será diante da tradicional Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas. Mais do que enfrentar uma camisa histórica, o Guarany terá a chance de ampliar um capítulo que já é especial em seus 118 anos.

E para colocar a cereja no bolo desse fevereiro memorável, ainda resta um ato final: vencer o Esporte Clube Avenida, no Estádio Estrela D’Alva, e garantir matematicamente a permanência na elite do futebol gaúcho de 2027.

Nesse fevereiro em que abusei das metáforas entre Carnaval e futebol, é justo distribuir notas como se estivéssemos na apuração:

Nota 10 ao goleiro Thiago Gonçalves, que soube manter a cadência do surdo nos momentos mais tensos e, quando foi exigido, fez o silêncio virar explosão de alegria.

Nota 10 ao atacante Welder, que com elegância de mestre-sala conduziu o time aos gols decisivos e desfilou protagonismo nos momentos certos.

E nota 10 ao técnico Gelson Conte, que como mestre de bateria deu ritmo, confiança e organização a um grupo que aprendeu a acreditar até o último compasso.

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Se fevereiro começou em ritmo de Carnaval, termina com cheiro de epopeia. Uma epopeia de um povo acostumado a resistir, a acreditar e a lutar até o último minuto. Porque, como ensina o velho provérbio gaúcho, “não tá morto quem peleia.”

Fraterno abraço e votos de ótimo final de semana

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