MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

Colunistas

Bruna Robaina Pina Dias

  • Advogada, Bióloga e Especialista em Direito Médico e Saúde

Fui vítima de erro médico. Quais são os meus direitos?

A saúde é um dos bens mais preciosos, e a confiança nos profissionais que a cuidam é fundamental. No entanto, em um cenário complexo como o da medicina, imprevistos e, por vezes, falhas, podem ocorrer. Uma dúvida recorrente e de extrema importância para a população é: "O que, de fato, configura um erro médico?" e, consequentemente, "Quais os direitos do paciente diante de tal ocorrência?". A discussão sobre erro médico é crucial para a segurança do paciente e a qualidade da saúde. É fundamental entender que um erro médico não se confunde com um resultado indesejado, mas sim com uma falha na conduta profissional – seja por negligência (omissão), imprudência (ação precipitada) ou imperícia (falta de conhecimento técnico) – que causa dano ao paciente. Diante da suspeita de um erro médico, o paciente não está desamparado e possui direitos inalienáveis. O primeiro e mais básico é o acesso integral ao seu prontuário médico.

Em 27/05/2026 às 07:30h, por Bruna Robaina Pina Dias

A saúde é um dos bens mais preciosos, e a confiança nos profissionais que a cuidam é fundamental. No entanto, em um cenário complexo como o da medicina, imprevistos e, por vezes, falhas, podem ocorrer. Uma dúvida recorrente e de extrema importância para a população é: "O que, de fato, configura um erro médico?" e, consequentemente, "Quais os direitos do paciente diante de tal ocorrência?". A discussão sobre erro médico é crucial para a segurança do paciente e a qualidade da saúde. É fundamental entender que um erro médico não se confunde com um resultado indesejado, mas sim com uma falha na conduta profissional – seja por negligência (omissão), imprudência (ação precipitada) ou imperícia (falta de conhecimento técnico) – que causa dano ao paciente. Diante da suspeita de um erro médico, o paciente não está desamparado e possui direitos inalienáveis. O primeiro e mais básico é o acesso integral ao seu prontuário médico. Este documento é a história clínica completa do paciente e é sua propriedade, sendo crucial para entender os eventos. Além disso, buscar uma segunda opinião médica qualificada é fundamental para obter uma avaliação independente do caso. O paciente também tem o direito à informação clara e transparente sobre o ocorrido, exigindo explicações dos profissionais envolvidos. No universo jurídico, há um aforismo popular: "o que não está nos autos não está no mundo". No contexto do erro médico, essa máxima ganha ainda mais peso. As provas são a espinha dorsal de qualquer ação judicial e são indispensáveis para comprovar o que de fato aconteceu. Sem uma documentação robusta, o caminho da justiça se torna muito mais árduo. Para que a justiça seja feita, as provas são indispensáveis. Documentos como prontuários, exames, laudos e receitas formam a base para qualquer ação. Dada a complexidade técnica da medicina, a perícia médica assume um papel central. Conduzida por um especialista imparcial indicado pelo juiz, ela traduz os fatos técnicos para o universo jurídico, avaliando se a conduta médica esteve em conformidade com os padrões esperados e oferecendo subsídios técnicos cruciais para a decisão judicial. Por fim, é fundamental abordar o papel muitas vezes controverso da judicialização no contexto da saúde. Embora frequentemente vista apenas como um problema, a busca pela justiça pode ser uma ferramenta poderosa para aprimorar a qualidade e a segurança do paciente.

Ações judiciais por erro médico funcionam como um "alerta" para o sistema de saúde. Elas expõem falhas que talvez não estivessem sendo percebidas ou devidamente endereçadas. Ao exigir responsabilidade e reparação, a judicialização "força" instituições e profissionais a revisarem suas práticas, aprimorarem protocolos, investirem em treinamentos e tecnologias mais seguras. Ela atua como um catalisador para a melhoria contínua, estimulando a busca pela excelência e a redução de riscos. Em suma, a judicialização, apesar de delicada, desempenha um papel crucial ao impulsionar a prevenção e, consequentemente, a segurança do paciente. E quando erros ocorrerem, a busca por justiça não só repara o dano individual, mas também ajuda a evitar que falhas semelhantes se repitam, beneficiando toda a sociedade. Caso suspeite de um erro médico, a consulta a um advogado especialista é essencial para garantir a proteção de seus direitos e a busca pela justiça.

 

 

 

 

Leia Também...
Dupla Ba-Gua decepciona na abertura da Copa FGF Há 8 horas por Telmo Carvalho
Trocar ou consertar? Há 8 horas por Vilmar Pina Dias Júnior
Personal trainer sem qualificação: o risco que pouca gente vê Há 8 horas por Vilmar Pina Dias Júnior
Carlos Telles - O herói do Cerco de Bagé Há 8 horas por Diones Franchi
O príncipe negro em Bagé Há 8 horas por José Carlos Teixeira Giorgis
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 9167-1673

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br